quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Participação de Anchieta Gueiros no Instituto Histórico de Garanhuns - Parte II
Antiga casa - Poema de João Marques
Narração: Paulo Severo
Antiga Casa
A casa não existe mais
eu imagino a casa
os móveis e os fantasmas
os sonhos e as paredes
flores no jarro sobre a mesa
de toalha estampada
de uns ramos tecidos
o retrato dos meus avós
um Coração de Jesus
o rosto cavo do meu pai
e num prego de parede
o calendário do ano
agora, virou poesia
existe em mim
bem num recanto da alma
de arquitetar sentimento
leve como é a brisa
numa paisagem de azul
que fica aqui, eu diviso,
bem no começo do céu.
*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor. Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro. João Marques dos Santos faleceu em 22 de setembro de 2024.
Livro: Uma breve história de 50 anos
Autor: Marcilio e Glaucia Reinaux
Editora: Comunigraf
Ano: 2008
Tipo: Usado
Conservação: Bom Estado
Páginas: 225
Medidas: 15x21
R$ 70,00 + frete
Livro: Guerreiros do Sol - O banditismo no nordeste do brasil
Autor: Frederico Pernambucano de Mello
Editora: Massangana
Ano: 1985
Tipo: Usado
Conservação: Bom Estado
Páginas: 310
Medidas: 14,5x22,5
R$ 120,00 + frete
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Lampião no Sítio Aguazinha
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Sítio Aguazinha - Local onde foram encontradas várias cápsulas de bala em 1971 Crédito das fotos: Anchieta Gueiros |
A Festa da Farinhada
Primeiras chuvas do inverno, no município de Garanhuns, PE, mais especificamente no Sítio Mimoso, se plantavam muitos roçados de mandioca. Era também o momento adequado e preciso para puxar facilmente esse tubérculo da terra arenosa e fértil, onde tinham sido plantadas as manivas, ou caule, de mandiocas maduras.
Lembro-me bem, ainda criança, ao cantar dos galos, e do cacarejar das galinhas, acordávamos pela madrugada, dia clareando como o sol nascendo fraco do nascente, e uma garoa insistente e fria a cair. Tomávamos nosso café (cuscuz com ovos e café com leite) e esperávamos o meu padrinho Apolônio terminar de tirar o leite das vacas, poucas, porém bem leiteiras, que enchiam dois tonéis de leite que eram trazidos pelo carro do leite, para entregar na Cilpe, empresa de processamento de leite da região.
Ele chegava, tomava o café, juntava os quatro bois de carro (mimoso, corisco, azulão e vermelho) e os colocava em cangas, e os conectava aos dois carros de boi existentes, já fechados com tábuas para ir buscar as mandiocas no roçado, as que no dia anterior tinham sido objeto do arranquio e estavam no campo à espera do trato final.
Este último trato era separá-las do caule dos pés de mandioca.
Os adultos, com facas grandes, iam separando as mandiocas, e nós, crianças e adolescentes, jogando-as dentro dos carros de boi até enchê-los. Após essa tarefa, íamos acompanhando os carros de boi, cujas rodas gemiam a se escutar à longa distância: nheemmm!... Até a casa de farinha. O meu padrinho Apolônio, e seu filho Francisco, eram os carreiros a conduzir os bois, tendo como instrumento de persuasão dos animais uma vara com um prego na ponta (ferrão) e um chicote, para, em caso de desvio de caminho, eles os açoitarem ou os furarem, para pegar o prumo correto da casa de farinha.
Chegando à casa de farinha, descarregávamos toda a mandioca e voltávamos para fazer outra colheita.
Quando chegávamos ao local da coleta, os adultos já estavam replantando a mandioca, que consistia em pegar o caule, cortar em pedaços, e, enquanto uma ia fazendo covas à frente com a enxada, outro ia logo em seguida colocando dois pedaços (manivas) e enterrando com ajuda do pé. Com poucos dias, a terra arenosa, molhada e fértil fazia brotar novas plantas para a colheita do ano vindouro.
Novo enchimento de mandioca nos carros de boi, e assim se repetia umas 4 vezes.
Posta toda mandioca na casa de farinha, vinha o trabalho da industrialização, cujos instrumentos arcaicos, todos em madeiras, já tinham sido reparados nos dias anteriores pelos farinheiros (prensa, forno, máquina de raspar a mandioca).
Na chegada à casa de farinha, já ouvíamos as mulheres cantando cantigas da época, que assim se desenrolavam:
"Oh, moça namoradeira!
Namoradeira,
nessa ribeira todo mundo ama ela,
olhei pra ela
fiz ar de riso
é proibido eu não me casar com ela."
"Ela tem cheiro da flor da floresta,
É uma festa o olhar dessa mulher"...
Uma festa, um só ânimo, um propósito: fazer farinha.
Depois de "cevada" a mandioca, em caititu de lâminas afiadas, as raízes viravam pasta. Essa pasta era levada para uma prensa, também feita em madeira, que era apertada por dois homens, rodando uma barra de madeira na extremidade superior, e o pivô que era feito um parafuso ia direcionando para baixo, uma base de madeira grossa e forte que imprensava a pasta da mandioca com muita força, fazendo escorrer toda a sua água, que corria numa canaleta, também de madeira, para se depositar em umas gamelas de madeira, e ali ficava em processo de decantação, da qual se retirava outro subproduto desse processo de fabricação da farinha, que era a goma de tapioca, ou como chamávamos, a massa puba.
Agora, era levada ao forno redondo. O forno era de tijolos, e embaixo da estrutura, lenha em chamas elevavam a temperatura do forno e do ambiente. Terminado todo o processo, os trabalhadores recebiam sua paga em sacas de farinha, e o restante meu padrinho carregava de volta a sua casa, nos carros de boi, para vender, ou trocar por outros produtos, na feira de Garanhuns.
Voltando para casa, já noitinha, a lua e as estrelas já a nos espiar, era momento divertido para nós, crianças e adolescentes, que vínhamos sentados nos sacos de farinha, ouvindo aquelas canções antigas e harmoniosas, cantadas pelas mulheres, ao coro do ranger das rodas dos carros de boi: nhemm!... E à frente, incansáveis, estavam os bondosos bois, mimoso, corisco, azulão e vermelho.
E assim chegava, cansado, porém muito satisfeito com o dia da Festa da Farinhada.
*11 de março de 2022 - Texto transcrito da Revista Cultural O Século - Maio de 2022.
Livro: Retalhos de Garanhuns - Volume II
Autor: Anchieta Gueiros & Ulisses Viana
Tipo: Novo
Ano: 2025
Páginas: 37 (Livro com Lombada Canoa e grampo)
Medidas: 15x21
R$ 10,00 + frete
“Retalhos de Garanhuns - Volume II”, traz biografias de importantes personagens da História de Garanhuns e do Agreste nos séculos XIX e XX, figuras que se destacaram na Política, Cultura, Educação, Religião, Medicina e na vida militar, alguns reconhecidos além das fronteiras pernambucanas. A leitura desta obra nos proporciona conhecer as origens e os feitos de cada biografado. Revela fatos marcantes, curiosidades, imagens, e nos dimensiona para o momento histórico para que o leitor possa compreender os acontecimentos e a importância dos personagens para a História.
Volume II
Memória Arquitetônica de Garanhuns Destruída
Memórias da Escravidão em Garanhuns
Barão de Nazaré
Assassinato de Francisco Missano
Dr. Eronides de Holanda Costa
Início da Urbanização de Garanhuns
Foto de capa: Feira de Garanhuns em 1896
Livro: Retalhos de Garanhuns - Volume I
Tipo: Novo
Ano: 2025
Páginas: 39 (Livro com Lombada Canoa e grampo)
Medidas: 15x21
R$ 10,00 + frete
domingo, 28 de dezembro de 2025
A Voz de Garanhuns
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Perseverança - Persistência
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| (Foto: Anchieta Gueiros) |
O progresso humano depende da capacidade de produzir ideias, formar um corpo, projetá-lo de uma tela imaginária, fazê-la crescer, dá vida, à ideia; assim vem a evolução desenvolvendo o espírito de criatividade.
Dom extraordinário que funciona em certas pessoas, desenvolvendo conhecimentos, expandindo assim o intelecto. Com esforço, boa vontade, persistência, alcançará as mais altas realizações. Mas, existem pessoas que são dominadas pelo medo, medo de errar, não têm a coragem de expor suas ideias e terminam atrofiadas mentalmente estéreis.
É preciso lutar, só a ação pode desenvolver a autoconfiança. Temos de ser persistentes, continuar sempre procurando o caminho certo para novos empreendimentos.
Na nossa história desfilam vários heróis, homens e mulheres dotados de uma força superior capaz de transformar o mundo. Beethoven depois de surdo, escreveu as suas melhores páginas musicais. Evaristo de Morais de humilde rábula, tornou-se o maior advogado criminalista do Rio de Janeiro. Luiz Gama, que era escravo, conseguiu vencer os preconceitos e alcançar a glória com o poder da palavra. Goethe, terminou Fausto aos 80 anos. Helena Kelller, que era muda, e cega, conseguiu escrever a maravilha que é Paraíso Perdido. Exemplos dos esforços de pessoas que tinham coragem de lutar, persistir sem vacilar um instante sequer.
Mardem dizia: "Se eu não encontrar o meu caminho, abrirei outro só para mim". - A força do pensamento, a fé no Poder Supremo, a coragem firma de vencer; leva o homem a alcançar os seus objetivos.
Edson já dizia: - "Meus inventos se deve a 1% de inspiração, e 99% de transpiração.
A persistência, a perseverança são requisitos básicos e fundamentais para que possamos vencer na vida.
Elias Howe foi o homem que passou muitos anos tentando construir uma máquina de costura de ponta de lançada. Depois de muitos insucessos teve um sonho, conforme narra o famoso escritor W. A. Kaempifert - "Howe fez as agulhas de suas primeiras tentativas malogradas com o buraco no meio da haste. Dia a noite, mesmo durante o sono, seu cérebro estava constantemente ocupado com a invenção. Uma noite sonhou que foi capturado por uma tribo selvagem" - "Elias Howe - surgiu o Rei - ordeno sob pena de morte que você termine o invento". "O suor frio porejava em sua fronte as mãos tremiam e seus joelhos chocalhavam. Em tal situação, o inventor não podia, de maneira nenhuma, descobrir o que faltava para a solução do problema que por tantos anos o vinha atormentando. Tudo era tão real que ele chegou mesmo a gritar. No sonho ele se viu cercado de guerreiros negros que o escoltara para o lugar da execução. De repente ele reparou que a ponta da lança que o guarda empunhava tinha um buraco em forma de olho. O segredo estava descoberto. Mal acordou, pulou da cama imediatamente fez o modelo de agulha com o orifício na ponta com o qual encerrou com sucesso, suas experiências.
Para tudo há solução. Depende unicamente da força de vontade, ser persistente. Precisamos ter perseverança, fé, coragem, força para trilhar o caminho. Nossa vida é uma jornada, enfrentamos o dia a dia rodeados de inimigos que vivem de tocaia, prontos para nos surpreender e assaltar. Mas não vacilemos, a vida tem rosas e espinhos para a nossa perfeição.
*Advogado e jornalista / Garanhuns, 9 de abril de 1983.
Diretores do Instituto Histórico de Garanhuns visitam à GRE
Setembro de 2015 - Diretores do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns (IHGCG) visitam à GRE - Gerência Regional de Educação do Agreste Meridional. Da direita para a esquerda: José Paulo, Anchieta Gueiros e Cláudio Gonçalves.
Figuras folclóricas de Garanhuns
Garanhuns, não é somente uma cidade de pessoas educadas, inteligentes, acolhedoras, gentis e hospitaleiras, mas uma cidade que tem suas representações icônicas.
Que se destacam por seus lindos legados e dentre eles, tantas profissões, onde cada um, fez e faz a história da minha linda Garanhuns.
Mas neste cenário tem também pessoas, que por seus comportamentos nos levam a muitas reflexões por suas formas diferenciadas de viver, que são verdadeiras figuras folclóricas.
Carregadas de carismas, talentos, suas características ímpares, que compõem um universo de pessoas que se destacam por suas habilidades e a forma singular de ser e de portar-se.
E neste universo que traduz a surrealidade, encontramos uma gama desses personagens da vida real, alguns se mostram verdadeiro ícones do viver em um totalmente paralelo.
E dentre estes maravilhosos cidadãos temos o nosso querido Jairo Mariano, conhecido popularmente como "bacalhau".
Como não sou afeita a apelidos, sempre o chamava de Jairo, mas ele imediatamente rebatia, com aquele sorriso de menino, e já dizia: "me chame de bacalhau..."
“Bacalhau” era apaixonado pelo esporte e dele fez a sua razão de viver, escolhendo o Santa Cruz Esporte Clube do Recife, como seu time do coração.
Quando muitas vezes saiu daqui de Garanhuns de bicicleta para o Recife a fim de assistir os jogos do santinha.
Fez da sua residência um espaço de divulgação do seu time amado, ali tudo é tricolor, tudo ali traduz o seu amor ao nosso time do coração.
Mas a demonstração de amor, afeto e eterna admiração estava também nas suas roupas, calcados e também nos seus cabelos e dentes.
Tive a satisfação de lhe fazer uma visita em sua residência, onde “Bacalhau”, orgulhosamente saiu me mostrando tudo, inclusive o seu caixão de defunto que ele morbidamente fez questão de deitar dentro e disse que dormia nele naturalmente.
O presente foi uma gentileza da funerária Ferreira, do então proprietário e também tricolor, Marcos Ferreira.
A urna funerária trazia as cores: vermelho, preto e branco, o emblema do nosso querido e amado Santa Cruz.
O nosso querido Bacalhau, era querido por todos, até por torcedores do Sport e Náutico, sabia fazer amizades e as conservava como um verdadeiro tesouro.
Eu tive a grata satisfação de tê-lo conhecido bem de perto, pois trabalhou na prefeitura e o encontrava sempre no Palácio Celso Galvão, e o assunto era sempre o nosso santinha.
O nosso querido Bacalhau foi um grande divulgador de minha linda Garanhuns, por sua grande paixão e amor pelo Santa Cruz foi notícia de programas de repercussão nacional.
Infelizmente “Bacalhau” sofria de Alzheimer e em 2017, ficou internado em hospital particular em Recife, depois retornou a Garanhuns, numa luta para retornar à vida normal.
Mas a doença foi se agravando e no dia 04 de julho de 2018, após um período internado no Hospital Regional Dom moura, o nosso querido “Bacalhau” faleceu, deixando Garanhuns enlutada.
O seu velório teve um grande número de pessoas, depois o cortejo seguiu pelas ruas de Garanhuns, passando defronte a prefeitura de Garanhuns, onde ali o encontrávamos diariamente.
O cortejo seguiu para o cemitério São Miguel, onde foi enterrado no túmulo, que já estava pronto há mais de 12 anos e trazia também as cores do nosso time do coração.
A prefeitura municipal de Garanhuns o homenageou com luto oficial, por três dias, hasteando a linda bandeira de Garanhuns a meio mastro.
Garanhuns perde uma figura muito admirada e querida por todos
Morre o homem fica a sua história.
*Jornalista, cronista e historiadora.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
A Palavra - Alfredo Correia da Rocha
Narração: Anchieta Gueiros
ALFREDO CORREIA DA ROCHA
O poeta e prosador Alfredo Correia da Rocha militou por muito tempo na imprensa local. Pessoa simples, meticulosa, arguta e sobretudo talentosa. Alfredo Correa da Rocha nasceu aos 8 de agosto de 1912 no Sítio Muniz deste Município. Filho de José Cipriano da Rocha e de D. Maria Joaquina de Melo, fixou residência em Santos-SP e lá tornou-se reservista de 1ª categoria, pelo 5º Grupo de Artilharia de Costa na atual Praia Grande. Durante o período de 1934/1938, quando, nesta última data, solicitou sua baixa, constando de sua caderneta o posto de sargento para a reserva e no mesmo ano curso madureza em São Vicente-SP. Ainda em 1938, ingressou na Companhia Docas de Santos como conferente e em 1951 fez curso de professorado do 2º Ciclo de São Paulo e quatro anos mais tarde cursou contabilidade e 1º ano de inglês.
Por longo período lecionou Português e Matemática, dentre outras disciplinas, na cidade portuária. Em 1962 fez Curso de Oratória no SESI e durante o período de 1941/1964 foi diretor em várias funções, do Sindicato dos Empregados da Companhia Docas de Santos. Em 1966 tornou-se jornalista por Concurso de Títulos, exame efetuado na redação da "Folhas de São Paulo". Colaborou para inúmeros jornais a saber: "Letras Portuárias", "O Diário", "A Tribuna" e o "Boletim Mensal do Sindicato acima citado. Foi redator e Revisor, durante muitos anos, de "A Tribuna". Dentre os autores clássicos de sua predileção destacamos o Pe. Manoel Bernardes, Alexandre Herculano e poetas do período de transição clássico-moderno como: Almeida Garret e Guerra Junqueira. Dentre os prosadores leu Graciliano Ramos, Monteiro Lobato, Humberto de Campos, Camilo Castelo Branco, além dos poetas: Gióia Júnior, Carlos Drummond, Manoel Bandeira, Catulo da Paixão e Guilherme de Almeida.
Dentre os inúmeros prêmios destacamos o Prêmio Literário outorgado pela Rádio Record de São Paulo, em 1959, Prêmio literário patrocinado pela Companhia Docas de Santos em 1962, Medalha de Prata pela composição da letra do Hino Oficial do Ginásio de Capoeiras-PE e Medalha de Prata outorgada pelo SESC de Três Rios-RJ, por ocasião de sua participação no Concurso de Trovas de Âmbito Internacional, em 1976. Dentre as obras publicadas destacamos: "Peregrinação" (poesias), "Imagens e Ritmos no Tempo" (antologia).
Alfredo Rocha é como afirmou o Prof. Mauro Mota, Presidente da Academia Pernambucana de Letras; "uma figura de sólido poder de intuição" e o compara ao artista plástico Maritain, dotado deste mesmo poder. Ao continuar sua análise em torno de "Imagens e Ritmos no Tempo" assim se expressa: "Suponho que Imagens e Ritmos no Tempo nem precisaria da introdução tradicional, pois afirmar se por si mesmo; representa a antologia em prosa e versos de Alfredo Rocha". Faleceu em agosto de 1977.
Homenagem do Grêmio Cultural Ruber van der Linden
O peso dos seus 65 anos não seria capaz de deter a indomável inteligência de um dos mais preclaros intelectuais de Garanhuns que se chamava Alfredo C. Rocha. O Grêmio Ruber van der Linden, sofre o rude golpe da perda do grande e insubstituível companheiro. Quem diria Rocha, que você terminaria seus dias como sempre desejou: vivendo a atmosfera das letras; disseminando cultura, doando-se à nova geração, formulando convites através dos seus magníficos trabalhos, para que os jovens de hoje, tomem mais interesse pelas letras.
Naquela terça-feira quando era delirantemente aplaudido no SESC o formidável jornalista, poeta e escritor, sofre uma parada cardíaca e tomba.
Tomba seu corpanzil ante à plateia perplexa. Seus amigos mais próximos vão em seu socorro. Ainda balbucia: "O que está acontecendo comigo? - Responde o próprio - Estou morrendo". - Rocha, somente a morte seria capaz de imortalizá-lo.
Foi brutal termos que acenar os lenços. Você, Rocha, sacramentou no castear dos dias, lindos capítulos de humildade. Nunca se empavorou com o manancial de cultura de que era possuidor. Dos seus lábios nunca partiram frases de desdém contra quem quer que fosse. Naquela noite triste, você falou como se estivesse "cuidando da despedida", conforme Humberto de Morais. E foi um grande adeus. Que não tem tamanho.
Não há adjetivo que o dimensione. Em nome e em respeito a tudo que você representou em vida pela cultura brasileira, permita-nos enxugar nossas últimas lágrimas fazendo de alguns versos do poema "A Palavra" de sua autoria o ponto final da nossa homenagem:
Livro: Imagens e Ritmos no Tempo
Autor: Alfredo Correia da Rocha
Editora: Editorial Pernambuco Ltda
Tipo: Usado
Conservação: Bom Estado
Páginas: 132
Medidas: 16x23
R$ 50,00 + frete
Para não esquecer Alfredo Rocha
*Sebastião Jacobina | Garanhuns, 07/01/1995
Falar sobre o intelectual, o escritor Alfredo Rocha, que me foi atribuído pelo Grêmio, entendo ser fácil, levando-se em conta a clareza de sua atuação no encanto das coisas da Arte, durante o período que o querido garanhuense esteve entre nós, no seio desta Casa de Cultura.
Nasceu Alfredo Correia da Rocha no dia 8 de agosto de 1912 no lugar conhecido por Muniz, vizinho do povoado de Santa Quitéria de Freixeiras, então pertencente ao Município de Garanhuns. Filho de humildes agricultores de velha família de boa cepa garanhuense e honrada vivência desde o século passado, de suas raízes genealógicas brotaram descendentes que enriqueceram nossos bons costumes, de homens ligados umbilicalmente às atividades agrárias/comerciais.
Logo cedo emigrou para São Paulo, onde radicou-se na cidade de Santos, consequência de ter para ali seguido na qualidade de militar, na Revolução Constitucionalista de 1932. Cessadas as hostilidades da sedição, passou a trabalhar nas Docas do porto de Santos, exercendo ainda misteres vários, inclusive o de contabilista.
Passou logo depois, a trabalhar no jornal "Tribuna de Santos" na época o maior jornal do interior brasileiro, inicialmente, como "copidesk" e em continuação, colaborou nas lides jornalísticas, escrevendo em apurado estilo e poder de síntese. O jornalismo, segundo assegurou Alceu Amoroso Lima, grande escritor e crítico nacional, é nesta seara Alfredo Rocha trouxe à luz o seu pendor para as Letras. Era um autodidata. Não o autodidata definido por Olívio Montenegro, como aquele "que entende um pouco de tudo e tudo do nada" sua obra nega solarmente este conceito do notável crítico paraibano.
Foi naquela cidade paulista aflorando a veia artística de Alfredo Rocha, pari passu com a sua busca diuturna de conhecimentos intelectuais que o aprimorasse na formação básica necessária para a expressão poética. Peregrinou na...
Retratos do Agreste
domingo, 14 de dezembro de 2025
Livro: A Terra dos Garanhuns
Editora: A Escolar
Ano: 1954
Tipo: Usado (Capa Dura)
Conservação: Bom Estado
Páginas: 187
Medidas: 16,5x23
R$ 600,00 + frete
Livro A Terra dos Garanhuns "Um Registro Histórico"
No ano de 1954, um livro antigo surgiu como um tesouro da história de Garanhuns, imortalizando os acontecimentos e personagens que moldaram essa cidade encantadora. Este tomo empoeirado, com suas páginas amareladas e capa desgastada, é muito mais do que um simples registro do passado; é um portal para uma era distante, uma janela para os tempos em que Garanhuns estava em plena transformação.
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| João de Deus de Oliveira Dias |
A cada página virada, somos transportados para um tempo onde as ruas eram diferentes, onde as vozes e os sons eram outros. É como se os personagens retratados nas páginas pudessem ganhar vida, contando suas histórias, compartilhando suas alegrias e tristezas, suas lutas e conquistas.
Esse livro antigo não é apenas um registro, mas um legado precioso, uma herança que conecta as gerações passadas e presentes, preservando a identidade e a essência de Garanhuns. É um convite para explorar e entender as raízes de uma cidade que se orgulha de sua história e tradições
Ao manusear suas páginas delicadas, somos lembrados da importância de preservar não apenas o livro, mas também a memória e o legado daqueles que viveram e construíram Garanhuns em. Este livro é um testemunho silencioso de tempos passados e um guia para entendermos e apreciarmos a cidade que é hoje, enraizada na rica tapeçaria de sua história.
"Terra dos Garanhuns" foi elaborado em comemoração ao "Tricentenário da Expulsão dos Holandeses do Território Pernambuco (1654-1954)", e também apresentado no "Congresso de História", como contribuição do autor na década de 1950, o professor João de Deus de Oliveira Dias, escreveu o livro "Terra dos Garanhuns". Trabalho que foi realizado com entusiasmo no meio tão rico de possibilidades econômicas e de tradições históricas vividas, onde homens da envergadura de Antônio da Silva Souto, Euclides Dourado, José Alves Tororó, José de Almeida Filho, Napoleão Marques Galvão (Pai de Celso Galvão), Arthur Maia, Tomás da Silva Maia, Joaquim Maurício Wanderley, Cônego Benigno Lira, Jerônimo Gueiros, José Tavares Correia, Luiz Brasil, Ruber van der Linden e muitos outros que aqui nasceram e viveram.
Seguindo as pegadas brilhantes do grande técnico garanhuense, Ruber van der Linden, que o mesmo decidiu escrever o trabalho, intitulado de "Terra dos Garanhuns". Trabalho finalizado em janeiro de 1954.
Participação de Anchieta Gueiros no Instituto Histórico de Garanhuns - Parte II
Anchieta Gueiros presidiu o Instituto Histórico, Geográfico e Cultural ( IHGCG ) em 2016. Fotos entre os anos de 2013 e 2016 .
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ASSOCIAÇÃO GARANHUENSE DE ATLETISMO (AGA) - Fundada graças a iniciativa de sete rapazes, com sede inicialmente na Rua Dr. José Mariano , c...
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Sítio Riacho Fundo, Iati - Pernambuco. Forró na casa de Pedro Gueiros de Barros "Tio Pedro" (1936-2024) em 2016. Da esquerda para ...
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Colégio Diocesano de Garanhuns: 02 de dezembro de 1978 - Turma de concluintes da 1ª Série. Monsenhor Adelmar da Mota Valença, professora M...































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