sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Audiência Divina - Washington Medeiros

Audiência Divina

Valsa - (Guilherme Britto)

Direção Musical : Ivanildo Martins

Técnico de Som : Hercílio Bastos

Músicos 

Ednaldo - Acordeon

Guebinha - Flauta

Arlindo Outtes - Bandolim

Zé Paulo - Baixo

Otacílio e Bibi - Violões

Silva Torres - Cavaquinho

I. Martins - Pandeiro

Foto da capa: Mauro Lima

O Seresteiro de Garanhuns

Washington Pacheco de Medeiros foi casado com a Sra.  Adolfina Pacheco Sá dos Santos mais conhecida como "Dona Dodô".  Washington Medeiros passou todos os 60 anos de vida cultivando a música, grande defensor da Música Popular Brasileira e teve como uma das suas grandes amizades o cantor Augusto Calheiros o "Patativa do Norte".

Cultivou essa amizade com Augusto Calheiros até o fim, ao ponto de, com outros amigos desta terra, trazer os restos mortais do Rio de Janeiro para Garanhuns. 

Se a canção vivia dentro de si, a radiodifusão também, pois fez da Rádio Difusora de Garanhuns (Rádio Jornal), uma alavanca brilhante e que por muitos anos encantou as noites de Garanhuns com o grande amigo o ex-prefeito de Garanhuns José Inácio Rodrigues. Natural de Lajedo - Pernambuco, faleceu em 05 de março de 1987.

Livro: Deixa que eu conto

Autor: Fernando Castelão

Editora: Bagaço

Ano: 2001

Tipo: Usado

Conservação: Bom Estado

Páginas: 171

R$ 30,00 + frete


Livro: FLIG - 1º Festival de Literatura de Garanhuns - Anais

Autor: Manoel Neto Teixeira

Editora: Polys

Ano: 2006

Tipo: Usado

Conservação: Bom Estado

Páginas: 107

R$ 40,00 + frete


Livro: Colégio Diocesano de Garanhuns - Cem Anos de Ciência e Fé

Autor: Manoel Neto Teixeira

Editora: Polys

Ano: 2015

Tipo: Usado

Conservação: Bom Estado

Páginas: 337

R$ 20,00 + frete

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Biu de Bilú e a Ditadura Militar - Sandoval Ferreira

Cultura Popular

Biu de Bilú e a Ditadura Militar - Sandoval Ferreira

Direção artística: Everton Kelly

Direção Musical: Gido Silva

Percussão: Fabricio Vasconcelos

Mixagem: Juka Mix

Produção: Michael David

SANDOVAL FERREIRA

Sandoval Ferreira nasceu em 27 de fevereiro de 1983, em Iati, Pernambuco. Morou no Sítio Aguazinha até os seus 15 anos. Filho de  pais pobres morava numa casa sem energia onde a principal atração à noite era a luz de candeeiro a gás. O pai reunia os vizinhos e seu irmão mais velho era quem lia os folhetos de literatura de cordel. Depois Sandoval passou a ler e despertou o interesse pela poesia.

Aos 15 anos mudou-se para o Povoado Bela Vista, também em Iati, onde fez muitos amigos, viveu por lá até os 22 anos.

Aos 18 anos de idade fez uma apresentação de cordel em sua escola para o secretário de educação de Pernambuco, sendo que todos gostaram, foi o que lhe deu motivação para seguir em frente. É técnico agrícola e reside em Garanhuns.

Publicou os livros e CDS: Meu Sertão em 12 Versos - Causos Nordestinos, Porteira Velha se Abrindo Faz Meia Lua no Chão e o CD Humor Cordel e Repente.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

O mar não envelhece

Waldimir Maia Leite

Assim vou, neste paço. Entre um dia e outro, com acentuado cansaço das coisas, a necessidade de fixação em pessoas, em fuga de outras; o imperativo de ádito isolamento. Tenho várias coisas iniciadas, dolorosamente inacabadas. Uma busca de ser, integral e uno, o balanço negativo feito: a incompletude evidente.

Domingo passado, por exemplo, não cumpri um roteiro: o ir a Candeias. Lembrei que, numa  carta tarde germânica, estava eu, em Bonn, visitando a casa (que hoje é Museu) onde viveu o imenso gênio da música de todos os tempos.

Ora - direis - qual a afinidade entre Candeias e  Beethoven? E, parcialmente, concordo. Nenhuma e muita, sob contradição imagética. Candeias - um mítico mistério meu que  irrevelo, nestas crônicas - Candeias é o território onde, por vezes, habito. Chego ali sempre sozinho ou - como diria Fernando Pessoa - com os comigos de mim mesmo.

Navego, em Candeias, o que não tenho sido, o que fui e, desesperadamente, o que jamais serei. Levo os meus instrumentos: um certo desencanto, uma inseparável tristeza, o sabor de procura, de busca.

Sem ter fórmulas matemáticas, nem receitas domésticas, sequer, tento a solução (impossível) dos meus problemas íntimos, olhando o mar que, liquefeito, caminha em direção ignota. Candeias, pois, que me perdoe o não ter ido vê-la, nesse domingo que passou.

Neste meio de ano sinto-me também dividido: seis  meses já vividos e a incerteza de suportar os outros seis.

De casa, neste meio de ano, tenho saído menos frequentemente. No convívio dos meus livros e das minhas músicas. Não consigo, porém, sair de dentro de mim mesmo, enconchado que sou. (Algumas vezes, em brusco desespero, procuro a  chave que, hermeticamente, fecha a porta de mim mesmo. Tento sair, pular por uma das janelas; e, não raro, me acidento).

Dirijo, pois, a  Candeias - minha irmã - o pedido de desculpas, por não ter ido vê-la, no domingo que passou.

O mar não envelhece, não tem rugas na face, há sempre um renovar na formação estrutural das ondas, o vento é  sempre menino recém-nascido, as aves marinhas não são as  mesmas, o sol (re)surge cada dia mais rubro da placenta matinal atlântica do horizonte. Eu, porém, em mim sinto um crescimento envelhecer. E contribuo, com o meu cansaço e o meu desencanto, para um talvez frio e calculado fim.

Embora, em Candeias, o mar não envelheça. Ou tenhamos de dizer, como no poema de Natal, de Vinicius de Moraes:

"Hoje, a noite é jovem: da morte apenas nascemos imensamente".

Recife | Ano 1985.

Livro: Inocentes e Culpados no Tribunal do Júri de São Bento

Autor: Sebastião Soares Cintra

Editora: CEPE

Ano: 1986

Tipo: Usado

Conservação: Bom Estado

Páginas: 361

R$ 70,00 + frete

Ecos do Nordeste - Coral do Arraial

Ecos do Nordeste (pot-pourri)

(Assum Preto - Sabiá - ABC do Sertão: Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira - Zédantas)

O Coral do Arraial

Coral da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Garanhuns, PE

Sopranos: Anaísa, Bernadete, Cynthia, Edna, Gessy, Ivanilda, Luisete, Luíza, Maria Izidora, Salete, Socorro, Regina, Rosa e Zefinha

Contraltos: Idalice, Lila, Lia, Nelsina, Nicinha, Nilza, Paulina, Solange e Valdemira

Tenores:  Domingos, Demário, Genildo, Geraldo, Possidônio e Saulo

Baixos: Adeildo, Carlito, Enoque, Geraldo, João Souza e Manoel Osvaldo.

Regente: Padre Luiz Gonzaga.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Nas curvas secas de um rio - Paulo de Melo

 Produção Musical: Beto Viola e Deir

Composição: Paulo de Melo

Paulo Dácio de Melo é poeta, cantor, escritor, cronista, repentista e um defensor da natureza.

Tendo escrito seu primeiro livro poético intitulado “O Respaldo do Progresso" em   2017 . Paulo afirma com bom humor: “O segundo melhor livro do mundo, o primeiro é o do meu professor”. Em 2018 escreveu o segundo livro "Fragmentos" e gravou seu primeiro CD de poesias no mesmo período, também intitulado “Fragmentos”.

Paulo de Melo é proprietário de uma sementeira trabalhando com árvores frutíferas, a exemplo da jaca enxertada, Flores do Deserto, Sumaúma e Baobás, entre outras raridades. Seu objetivo é reflorestar e reparar os danos à natureza por conta do progresso e do mau uso das pessoas. Este tema é o que o inspira a construir suas poesias, crônicas e discursos literários.

Nasceu em Palmeirina, Pernambuco e se criou em Saloá ao lado de cachoeiras e matas. Teve também agregado em sua experiência de vida, passagens em outros estados do país e até mesmo no exterior.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Casa de Taipa

Foto: Casa de Taipa no Sítio Lagoa, Iati - PE. Créditos da Créditos da foto: Anchieta Gueiros.


Casa de taipa a beira da estrada

Onde nasci e me criei com meus irmãos

Um recanto tão lindo no sertão

Que lembro até hoje com saudade

Eu me criei em um mundo sem maldade

Cavalgava em veredas junto ao gado

E do meu carro de boi estou bem lembrado

Da cantoria que fazia Seu Cocão

Guardo até hoje dentro do meu coração

Boas lembranças que eu tenho do passado


A vida simples que levava o sertanejo

Tinha desejos, mas vive a realidade

O mundo hoje completo de vaidade

Que até o sertanejo já perdeu a inocência

Já se envolveu e assinou sua sentença

Eu relato esse fato comprovado

O mundo que nasci como está modificado

Nem parece, mas o meu velho sertão

Guardo até hoje dentro do meu coração

Boas lembranças que eu tenho do passado


Fui pescador e caçava todo dia

Desde de pequeno aprendi a sobreviver

Entre serpente e espinho, consegui vencer

Muito mais fácil que hoje na modernidade

O mundo hoje cheio de imbecilidade

Sem humildade e um povo mal educado

Doentes, depressivos e retardados

Sem respeito, matando o próprio irmão

Guardo até hoje dentro do meu coração

Boas lembranças que eu tenho do passado


Casa de taipa a beira da estrada

Onde vivi no meu lindo sertão

Guardo até hoje

Dentro do meu coração

Boas lembranças

Que eu tenho do passado

Paulo de Melo, nasceu em Palmeirina  e se criou em Saloá ao lado de cachoeiras e matas. Teve também agregado em sua experiência de vida, passagens em outros estados do país e até mesmo no exterior. 

Foto: Casa de Taipa no Sítio Lagoa Cavada, Iati - PE. Créditos da foto: Anchieta Gueiros.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Cabocla Bonita - Washington Medeiros

Resgatando e Preservando Nossa Memória

Cabocla Bonita

Canção (Washington Medeiros)

Direção Musical : Ivanildo Martins

Técnico de Som : Hercílio Bastos

Músicos 

Ednaldo - Acordeon

Guebinha - Flauta

Arlindo Outtes - Bandolim

Zé Paulo - Baixo

Otacílio e Bibi - Violões

Silva Torres - Cavaquinho

I. Martins - Pandeiro

Foto da Capa: Mauro Lima

O Seresteiro de Garanhuns

Washington Pacheco de Medeiros foi casado com a Sra.  Adolfina Pacheco Sá dos Santos mais conhecida como "Dona Dodô".  Washington Medeiros passou todos os 60 anos de vida cultivando a música, grande defensor da Música Popular Brasileira e teve como uma das suas grandes amizades o cantor Augusto Calheiros o "Patativa do Norte".

Cultivou essa amizade com Augusto Calheiros até o fim, ao ponto de, com outros amigos desta terra, trazer os restos mortais do Rio de Janeiro para Garanhuns

Se a canção vivia dentro de si, a radiodifusão também, pois fez da Rádio Difusora de Garanhuns (Rádio Jornal), uma alavanca brilhante e que por muitos anos encantou as noites de Garanhuns com o grande amigo o ex-prefeito de Garanhuns José Inácio Rodrigues. Natural de Lajedo - Pernambuco, faleceu em 05 de março de 1987.

Saudade do Meu Norte - Augusto Calheiros

Saudade do Meu Norte 

(Samba-canção de Augusto Calheiros e Arthur Goulart)

O Seresteiro de Garanhuns

O alagoano Augusto Calheiros nasceu em Murici, na Rua do Cajueiro, no dia 5 de junho de 1891. Chegou em Garanhuns ainda rapaz, por volta de 1912 e de pronto apaixonou-se pela cidade, e sua garoa penetrada pela luz do luar, numa  época em que serenatas era uma das melhores diversões. Unindo-se a outros tantos famosos desta terra, tal qual o sargento Matoso, Júlio Lucena, Luiz Patrão, Odilon Lopes de Lima, Ernesto Brasil e Luís Correia Brasil para percorrer as ruas nas fases do crescente ao minguante da lua, sendo seguidos por admiradores.

Rapaz humilde, sem muita cultura, começou sua vida em Garanhuns como sapateiro e amante das melodias da saudade, formando um círculo de amizade que  compensou a solidão de qualquer pessoa, fora do seu torrão natal, sem parentes ao seu lado. Conforme  o pensamento do advogado José Francisco de Souza, que ainda menino o acompanhava nas  noites de serestas, a nossa "Patativa",  era do tipo "arrumadinho" que primava pela elegância tanto de suas vestes como de sua voz, despertando a paixão da "senhorinha" Esther, prima de Luís Correia Brasil, com quem veio casar-se anos mais tarde. De dia trabalhando com a sola de sapatos alheios e de noite reunido com grupos nas esquinas ou em meio às ruas em frente às residências das beldades do tempo. Calheiros com sua simplicidade, através do amigo e também seresteiro tocador de violão, Luís Correia Brasil, galgou uma profissão melhor, quando lhe foi oferecido um cargo como carcereiro da cadeia pública, o que lhe dava mais tempo para dedicar-se à música e à vida boêmia que tanto lhe fascinavam. A este respeito, o comerciante garanhuense por Manoel Gouveia afirmou que Calheiros não nasceu para  outra coisa, senão para cantar e deixar à vontade seu espírito de homem da noite e da boêmia, transmudar-se na poesia das melodias que cantava e identificava-se, como por exemplo, diante das paixões contidas nas letras de Catulo da Paixão Cearense, Cesar Cruz, Jararaca, João de Barros e a sina de "Mané Fogueteiro" entre tantos outros, que encontravam em Calheiros a perfeição de letra, música e voz em harmonia.

O DESEJO DO REGRESSSO

Mesmo afastado da terra adotada como mãe, Augusto Calheiros permaneceu com o sentimento arraigado de saudade e o desejo de um dia regressar e permanecer em Garanhuns, e embora as madrugadas não fossem as mesmas, queria retornar ao tempo em que ficava nas esquinas saboreando canções como "Vertigem", composta pelo homem político, literato e músico nas horas de lazer, Luís Correia Brasil.

Porém este sonho realizou-se somente depois de falecido, quando Washington Medeiros, concretizou seu desejo confesso a Frederico Moraes Júnior antes de morrer, afirmando que mesmo distante morreria pensando em Garanhuns, promovendo um movimento para trasladar seus  restos mortais para Garanhuns, onde descansa no Cemitério São Miguel. Mas, se Calheiros em sua composição, com parceria de Artur Goulart, dava adeus ao meu "norte querido" em "Saudade do Meu Norte", despedindo-se de "Garanhuns hospitaleira / Terra onde eu vivi / Adeus cidade nortista / Garanhuns e Boa Vista / Foi aonde me criei"... Não seu quando voltarei". Na realidade voltou aos 16 de agosto de 1958 e continuou, como que  alcançar a esperança contida nos últimos versos da canção:

"Ainda espero

quem espera sempre alcança

Tenho muita esperança

ao meu Garanhuns voltar

quando me lembro do sertão daquela terra

Lá do alto do Magano

Tenho vontade de chorar".

Esta vontade ele não mais sentirá, vez que encontra-se na terra mãe.

Calheiros, apesar da solidariedade recebida, veio a falecer em 11 de janeiro de 1956, no Rio de Janeiro, vítima de falência múltipla dos órgãos, motivado por diabetes. 

Independente da origem, com nove anos morava em Maceió e perdeu o pai, o que levou a família a enfrentar dificuldades.

Saudade do Meu Norte, samba-canção de Augusto Calheiros e Arthur Goulart com Augusto Calheiros acompanhado por Orquestra em disco Todamérica TA-5279 B (matriz TA-404), foi gravado em 22.01.1953 e lançado em fevereiro de 1953.

Resgatando e Preservando nossa Memória 

Fonte: Jornal O Monitor de Garanhuns

https://www.historiadealagoas.com.br/...

Cidade das Flores - Vocalistas da Saudade

Grupo Vocalistas da Saudade

Fazer poesia para quem tem o "tino" poético de que tantos falam pode ser fácil, dentro do sentido de "vida fácil", porém a confecção desta arte divina é tarefa dificílima, sobretudo quando aliada à música, exigindo que o poeta-compositor transmude-se para o mundo  belo, contagiando todos que se deixam levar, e  cantarolam as notas musicais. E, se para muitos harmonia é coisa quase impossível, a viabilidade existe quando se coadunam através da alma poética de um conjunto. A prova disso foram os componentes do "Vocalistas da Saudade", a junção de músicos-poetas para cantar o sentimento maior do homem: a saudade, não somente da amada, mas da terra natal,  do Nordeste, das pessoas queridas, dentro de uma padrão harmônico de voz, ritmo e poesia.

O INÍCIO DOS BATUQUEIROS BOÊMIOS

Paulo, Otacílio e Geraldo reuniam-se em mesas de bar, pelas madrugadas garanhuenses a dentro, com violão e pandeiro, cantando a saudade por cantar, sem nenhuma pretensão extra que não fosse simplesmente cantas as músicas que  fizeram sucesso no passado e que estavam escondidas e quase desconhecidas do povo moderno. Porém, as solicitações foram se tornando tão intensas, que passaram a pensar em profissionalizar-se,  surgindo a oportunidade real, através do  compacto "AGA Tricampeão", patrocinado pelo presidente João Cândido e o LP "Cidade das Flores", com o patrocínio do empresário Júlio Jacinto, do "Vinho Galvão", fazendo com que o público da região passasse a conhecer melhor a fibra artístico-musical dos "boêmios" de Garanhuns, mas, continuadores do que sempre foram: batuqueiros da noite.

Inicialmente, autodenominando-se de "Batuqueiros da Velha Guarda" - nome sugerido por Otacílio - o grupo com o sucesso que estava fazendo na boêmia garanhuense, quando em uma apresentação no programa dirigido pelo prefeito José Inácio na Rádio Difusora, numa época em que era apenas radialista-poeta, surge a decisão de trocar de nome, por indicação do apresentador, para "Vocalistas da Saudade", um resumo das atividades reais do  conjunto. Foi-se o tempo e hoje, aqueles simples batuqueiros são os responsáveis maiores pela divulgação musical de Garanhuns, mostrando como fazer música e cantar melodias saudosistas, de forma mista das evocações musicais do passado com uma modernista roupagem, sem perder as características vocais e rítmicas. Cultuando o passado e compondo coisas novas com aquele "gostinho" de antigamente, sempre com calma e sentimentalismo, os "Vocalistas da Saudade" vão marando presença no mercado da música, deixando a saudade brotar, como por exemplo, esta composição de Otacílio em memória ao filho de Júlio Jacinto:

"Era uma amigo de verdade

Waldemar Jacinto, o Vavá

Apesar de nobre era fonte de humildade

Jamais alguém o viu se exaltar

Mas vejo a mão da fatalidade

E o nosso amigo arrebatou

A lágrima sentida rola no rosto

Os olhos de seus amigos

Vavá tão jovem e tão amigos

Hoje já pertence ao passado..."

Neste ano, apresentando seu mais recente LP "Mundo Cão", Os Vocalistas reúnem saudosismo, através do pot-pourri de músicas do mestre Ataulfo Alves e demonstram seu  amor à terra natal em "Garanhuns Cidade das Flores", a qual merece alguns trechos:

"Ai, Garanhuns terra das flores

As saudações quero lhe dar

Tem recantos encantadores

Tem lindas noites de luar..."

Além de outras faixas que merecem destaques, como " Mundo Cão", título do LP, "Quando o Divórcio Chegar" e o dilema do "Rapaz Conformado".

Foi este, portando, o clima dos "Vocalistas da Saudade", que na década de 80 era composto por Otacílio Tavares (violão), Cícero Laurino (Cavaquinho), Zé do Afoxé, Paulo Batista (tantã), Geraldo Silva (pandeiro e crooner) e Antonio Inácio Rodrigues (ganzá), juntos continuavam serestando quando Garanhuns puxa os cobertores para mais um noite de sono.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Livro: Retalhos de Garanhuns - Volume III

Autor: Anchieta Gueiros & Ulisses Viana

Tipo: Novo

Ano: 2025

Páginas: 40 (Livro com Lombada Canoa e grampo)

Medidas: 15x21

R$ 10,00 + frete

“Retalhos de Garanhuns - Volume I”, traz biografias de importantes personagens da História de Garanhuns e do Agreste nos séculos XIX e XX, figuras que se destacaram na Política, Cultura, Educação, Religião, Medicina e na vida militar, alguns reconhecidos além das fronteiras pernambucanas. A leitura desta obra nos proporciona conhecer as origens e os feitos de cada biografado. Revela fatos marcantes, curiosidades, imagens, e nos dimensiona para o momento histórico para que o leitor possa compreender os acontecimentos e a importância dos personagens para a História.

Volume III

Um Passeio Sentimental à Garanhuns

Estação Ferroviária de Garanhuns

As Desobrigas na Vila de Brejão de Santa Cruz

O Bloco das Vitalinas no Carnaval de Garanhuns

Antigos Moradores da Avenida Santo Antônio

Portugueses na Política de Garanhuns

Livro: Imagens e Ritmos no Tempo

Autor: Alfredo Correia da Rocha

Editora: Editorial Pernambuco Ltda

Ano: 1974

Tipo: Usado

Conservação: Bom Estado

Páginas: 132

Medidas: 16x23

R$ 50,00 + frete

Para não esquecer Alfredo Rocha

*Sebastião Jacobina | Garanhuns, 07/01/1995

Falar sobre o intelectual, o escritor Alfredo Rocha, que me foi atribuído pelo Grêmio, entendo ser fácil, levando-se em conta a clareza de sua atuação no encanto das coisas da Arte, durante o período que o querido garanhuense esteve entre nós, no seio desta Casa de Cultura.

Nasceu Alfredo Correia da Rocha no dia 8 de agosto de 1912 no lugar conhecido por Muniz, vizinho do povoado de Santa Quitéria de Freixeiras, então pertencente ao Município de Garanhuns. Filho de humildes agricultores de velha família de boa cepa garanhuense e honrada vivência desde o século passado, de suas raízes genealógicas brotaram descendentes que enriqueceram nossos bons costumes, de homens ligados umbilicalmente às atividades agrárias/comerciais.

Logo cedo emigrou para São Paulo, onde radicou-se na cidade de Santos, consequência de ter para ali seguido na qualidade de militar, na Revolução Constitucionalista de 1932. Cessadas as hostilidades da sedição, passou a trabalhar nas Docas do porto de Santos, exercendo ainda misteres vários, inclusive o de contabilista.

Passou logo depois, a trabalhar no jornal "Tribuna de Santos" na época o maior jornal do interior brasileiro, inicialmente, como "copidesk" e em continuação, colaborou nas lides jornalísticas, escrevendo em apurado estilo e poder de síntese. O jornalismo, segundo assegurou Alceu Amoroso Lima, grande escritor e crítico nacional, é nesta seara Alfredo Rocha trouxe à luz o seu pendor para as Letras. Era um autodidata. Não o autodidata definido por Olívio Montenegro, como aquele "que entende um pouco de tudo e tudo do nada" sua obra nega solarmente este conceito do notável crítico paraibano.

Foi naquela cidade paulista aflorando a veia artística de Alfredo Rocha, pari passu com a sua busca diuturna de conhecimentos intelectuais que o aprimorasse na formação básica necessária para a expressão poética. Peregrinou na...

Livro: A Terra dos Garanhuns

Editora: Escolar

Ano: 1954

Tipo: Usado (Capa Dura)

Conservação: Bom Estado

Páginas: 187

Medidas: 16,5x23

R$  600,00 + frete

Livro A Terra dos Garanhuns "Um Registro Histórico"

No ano de 1954, um livro antigo surgiu como um tesouro da história de Garanhuns, imortalizando os acontecimentos e personagens que moldaram essa cidade encantadora. Este tomo empoeirado, com suas páginas amareladas e capa desgastada, é muito mais do que um simples registro do passado; é um portal para uma era distante, uma janela para os tempos em que Garanhuns estava em plena transformação.

João de Deus de Oliveira Dias

Nas suas páginas, há relatos detalhados sobre a fundação da cidade, as tradições que resistiam ao tempo, os líderes que moldaram seu destino e os eventos que deixaram marcas indeléveis na sua história. Os escritos revelam os momentos de glória e os desafios enfrentados pelos habitantes de Garanhuns naquela época.

A cada página virada, somos transportados para um tempo onde as ruas eram diferentes, onde as vozes e os sons eram outros. É como se os personagens retratados nas páginas pudessem ganhar vida, contando suas histórias, compartilhando suas alegrias e tristezas, suas lutas e conquistas.

Esse livro antigo não é apenas um registro, mas um legado precioso, uma herança que conecta as gerações passadas e presentes, preservando a identidade e a essência de Garanhuns. É um convite para explorar e entender as raízes de uma cidade que se orgulha de sua história e tradições

Ao manusear suas páginas delicadas, somos lembrados da importância de preservar não apenas o livro, mas também a memória e o legado daqueles que viveram e construíram Garanhuns em. Este livro é um testemunho silencioso de tempos passados e um guia para entendermos e apreciarmos a cidade que é hoje, enraizada na rica tapeçaria de sua história.

"Terra dos Garanhuns" foi elaborado em comemoração ao "Tricentenário da Expulsão dos Holandeses do Território Pernambuco (1654-1954)", e também apresentado no "Congresso de História", como contribuição do autor na década de 1950,  o professor João de Deus de Oliveira Dias, escreveu o livro "Terra dos Garanhuns". Trabalho que foi realizado com entusiasmo no meio tão rico de possibilidades econômicas e de tradições históricas vividas, onde homens da envergadura de Antônio da Silva Souto, Euclides Dourado, José Alves Tororó, José de Almeida Filho, Napoleão Marques Galvão (Pai de Celso Galvão), Arthur Maia, Tomás da Silva MaiaJoaquim Maurício Wanderley, Cônego Benigno Lira, Jerônimo Gueiros, José Tavares Correia, Luiz Brasil, Ruber van der Linden e muitos outros que aqui nasceram e viveram.

Seguindo  as pegadas brilhantes do grande técnico garanhuense, Ruber van der Linden, que o mesmo decidiu escrever o trabalho, intitulado de "Terra dos Garanhuns". Trabalho finalizado em janeiro de 1954. 

Livro: Almanaque de Garanhuns de 1937

Autor: Felix Rui Pereira

Editora: Livraria Helena

Ano: 1937

Tipo: Usado

Conservação: Ótimo Estado (Capa Dura)

Páginas: 216

Medidas: 16x21,5

R$ 800,00 + frete

Livro: Um Nordestino

Autor: José Pantaleão Santos

Editora: Vozes

Ano: 1969

Tipo: Usado

Conservação: Bom Estado

Páginas: 159

Medidas: 13,5x21

R$ 50,00 + frete


Livro: Garanhuns a enevoada pérola fugidia

Autor: Marcílio Lins Reinaux

Editora: Raiz

Ano: 1999

Tipo: Usado

Conservação: Bom Estado

Páginas: 159

Medidas: 15,5x21,5

R$ 60,00 + frete


Livro: Memórias de Amor


Tipo: Usado

Conservação: Bom Estado

Páginas: 133

Medidas: 16x22

R$ 100,00 + frete

"Recordações Afetivas"

"Histórias de Amor", a obra de Gerusa Souto Malheiros, é um mergulho fascinante sobre uma das figuras proeminentes da antiga República Velha: o Dr. Antônio da Silva Souto Filho, conhecido como Soutinho.

Nascido em Garanhuns, Soutinho provinha de uma linhagem venerável, enraizada no tronco da família mochileira. Desde cedo, sua vida foi entrelaçada com os meandros da política, um legado que ele honrou e expandiu ao longo de sua trajetória. Sua presença imponente e seu intelecto afiado logo o destacaram como uma das vozes mais influentes do seu tempo.

Gerusa Souto Malheiros, habilmente, nos transporta para o universo deslumbrante e complexo de Soutinho através de "Histórias de Amor". Ela desvenda não apenas a face pública e política desse ícone da República Velha, mas também explora sua vida pessoal.

O livro retrata a essência de Soutinho não apenas como um político habilidoso, mas como um ser humano com desejos e lutas.

Com maestria, Gerusa Souto Malheiros entrega uma narrativa que cativa não apenas pela sua riqueza histórica, mas pela profundidade com que desvenda a alma de uma figura tão marcante da política brasileira, oferecendo aos leitores uma imersão emocional e intelectual inigualável.

Audiência Divina - Washington Medeiros

Audiência Divina Valsa - ( Guilherme Britto ) Direção Musical : Ivanildo Martins Técnico de Som : Hercílio Bastos Músicos  Ednaldo - Acordeo...