A poesia de João Marques é rica e nova. Houve um salto qualitativo. Uma nova dimensão que impressiona. Há poesia de verdade naqueles versos pequeninos, maiores em valor e sentido. Humor, alegria, dor, sátira. E o que mais o universo da alma humana conheça, estão presentes. Desde o primeiro poema "Confissão":
Como poeta
vejo com a alma
mas fora disso
envelhecendo e míope
eu vejo mesmo
é com os óculos.
Humor e certa nostalgia, saudade de um passado (juventude) que afinal, não é tão remoto. Na mesma linha (quase) o segundo. Em outros a observação do entorno e das pessoas. É difícil destacar. O "Ofício do Silêncio", "Noites", "Moça do Recife". Desisti. Uma atrás das outras, as poesias de João Marques encantam. Porque advertem, descobrem e dizem de maneira absolutamente única a vida. Sua visão é bem mais profunda que ampla. E retoma o humor, pois:
Coisa pior
pagar imposto de renda
como aposentado
pior ainda
quando eu morrer
o governo que conheço
não me conhece
uma só lágrima
não sairá por mim.
*Professora e escritora / Garanhuns, PE - 2005.
























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