segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Associação Garanhuense de Atletismo (AGA) Completa 96 Anos de História


ASSOCIAÇÃO GARANHUENSE DE ATLETISMO (AGA)  - Fundada graças a iniciativa de sete rapazes, com sede inicialmente na Rua Dr. José Mariano, chamada Rua do Recife na época.

Dia 31 de agosto de 1930 foi a data de fundação da Associação Garanhuense de Atletismo (AGA), reunião realizada pela manhã, de um domingo bem frio, na sede da então existente Associação dos Empregados no Comércio, sob a presidência de Adhemar  Pires Travassos que deu posse à primeira diretoria eleita na ocasião, tendo à frente o desembargador Joaquim Maurício Wanderley como presidente de honra e José Gaspar da Silva como presidente executivo. Os idealizadores e principais fundadores foram sete: Aloysio Gomes Cabral, José Mota, Anthero Wanderley, Jayme Luna, Lourival Wanderley, Antonio Soares e Severino Pessoa.

O apelido “Lavandeira do Agreste” é uma homenagem a um pássaro muito comum nas proximidades de Garanhuns"

Tudo começou nos encontros, quase diários, que os pioneiros na história da AGA mantinham, à noite, no Café e Restaurante Ítalo-Brasileiro. Faziam parte do grupo Aluysio Gomes Cabral, José Mota, Anthero Wanderley, Jayme Luna, Lourival Wanderley, Antônio Soares e Severino Pessoa.

Eles estavam preocupados com o afastamento de qualquer atividade esportiva e social do dois únicos clubes existentes na Terra do Magano: o Comércio e o Sport Club de Garanhuns. E com o sucesso do time de pelada da turma, o São Cristóvão, os sete rapazes começaram a sonhar mais alto e foi quando surgiu a ideia de fundação de uma grande agremiação, com projeção em todo interior a até na capital do Estado.

A Associação Garanhuense de Atletismo terminaria por se fundir com o Comércio Futebol Clube, ocupando a lacuna deixada pelas duas tradicionais agremiações da cidade e superando as expectativas ao se transformar no local preferido para os mais importantes eventos da terra de Simôa Gomes.

Aos pioneiros dos primeiros tempos, surgiram diversos nomes que tiveram importância na história do clube, ocupando a presidência ou outros cargos relevantes na agremiação. Manoel e João Cândido, Gerson Emery (que hoje dá nome ao estádio), Ivo Amaral, Severiano Moraes, Luciano Zacarias, José Bezerra, Onias Lima, Carlindo Barros Lopes, Abimael de Oliveira Santos e o atual presidente Nilo Almeida, cada um a seu modo contribuindo com o crescimento da Associação Garanhuense de Atletismo.

José Bezerra fez a atual sede, Luciano Zacarias fez o parque aquático, Ivo Amaral preservou o patrimônio e aumentou o número de sócios, cada um lutou como pôde para defender o nome da AGA.

CLUBE VENCEDOR - A AGA chegou a manter durante muito tempo equipes de Futebol de salão, Voleibol e Natação conquistando títulos também nesses esportes e revelando talentos para o Brasil. Mas o forte mesmo sempre esteve no seu futebol. O Campo foi inaugurado em setembro de 1955 e desde aquele momento tornou-se o maior ponto de apoio ao clube e palco das mais brilhantes conquistas desde então.

A equipe passou a fazer sua história no futebol conquistando vários títulos, dentre eles destaca-se: Tricampeão de Garanhuns, Campeão Pernambucano de Futebol Amador em 1968, 1969 e 1972. Campeão do Interior em 2003, Tri Campeão da Copa do Interior em 1972 (época também da colocação do alambrado), sendo esse título precedido de uma campanha memorável e de um jogo emocionante: vitória sobre o Santa Cruz de Carpina por 5 a 2. Essa vitória ficou marcada na memória do torcedor e em sua homenagem os Vocalistas da Saudade, grupo musical de renome na época, gravou uma música muito executada nas emissoras. Os títulos continuaram sendo conquistados e a AGA, prestigiadíssimo, chegou a marca de 1.400 sócios. Chegou também a ser heptacampeã de Garanhuns. Em 1979, ano do Centenário de Garanhuns, foram colocados os refletores no seu estádio, já denominado de Gerson Emery (numa justa homenagem a um dos mais brilhantes presidentes que já passaram pelo clube). A ocasião foi marcada inclusive com uma partida de futebol amistosa tendo o Sport Club do Recife como adversário. Entre 1985 a 1986 o futebol do clube foi desativado, retornando em 2000 quando o clube se profissionalizou. Chegou a ser quarto colocada no estadual do ano de 2003.

Laércio Peixoto, grande desportista garanhuense, acompanhou por muitos anos a história do clube AGA, participou sobretudo dos grandes times de futebol que foram montados pela Associação. 

Laércio Peixoto  lembrava com carinho das campanhas da AGA no Campeonato Pernambucano da Primeira Divisão, até 2004, quando enfrentou de igual para igual os times do Recife, como Sport, Náutico e Santa Cruz. "Fomos campeões da segunda divisão no ano 2000 e fizemos belos campeonatos, já na primeira divisão, em 2001, 2002 e 2003.

A AGA passou 18 anos com o seu departamento de futebol desativado, montou um time na gestão de Alfredo farias, se profissionalizou e fez bonito.

O Sr. Onias Lima está no clube desde 1947, já tendo sido presidente, vice-presidente e secretário várias vezes.

Mas a Associação Garanhuense de Atletismo com seu padrão preto e branco, herança do Comércio Futebol Clube, não é só futebol. É também o seu grande salão social (nas cores azul e branco, diferentemente das cores do time) é o seu parque aquático, o restaurante, a sauna, o clube de sinuqueiros e o salão de jogos.

Desde a AGA modesta na Rua do Recife, vítima de um incêndio em pleno baile de carnaval, até a Associação imponente de hoje, mais viva do que nunca, a AGA é um patrimônio de Garanhuns.

Hoje o clube conta com 400 Sócios patrimoniais, uma Gama de serviços em parcerias e administração própria a disposição dos sócios e da Sociedade, tais como : Restaurante, Lanchonete, Salão de Festas, Salão de Jogos, Estádio de futebol, Parque Aquático, Sauna.


PRESIDENTES - A primeira  diretoria eleita foi empossada em 7 de setembro seguinte, e ficou assim constituída: Presidente - José Gaspar da Silva, Vice-presidente - Mário Sarmento Pereira de Lira, Primeiro Secretário - Carlos Maurício Wanderley, Segundo Secretário - Josemir Rosa Correia, Tesoureiro - José Mota da Silva Rosa, Vice Tesoureiro - José Bezerra Neto, Orador - Sátiro Ivo Júnior, Vice Orador - Jaime de Oliveira Luna, Diretor e Vice-Diretor de Desportos: Lourival  Wanderley e Manoel (Manoel Português) respectivamente. Diretor e Vice-Diretor Técnico, Amâncio Nunes da Silva e Severino Pessoa de Albuquerque. Comissão de Polícia - Alfredo Leite Cavalcanti, Odilon Barbosa de Queiros, Aloysio Gomes Cabral e Jorge Lins Caldas, e Presidente de Honra - O Desembargador Joaquim Maurício Wanderley.

presidente - Nilo Almeida Neto; vice-presidente - Walter Barros Santana e tesoureiro - Edilton Teixeira Araújo. Diretoria do Conselho Deliberativo: presidente - José Paulo da Silva; vice-presidente - Paulo Lages Alencar; 1º Secretário - José Estevão Júnior e 2º Secretário - José Lúcio Cardoso

Em 1935 a sua diretoria era desse modo composta: Presidente - Dr. Mário Sampaio Matos, Vice-Presidente, Artur Goulard, Primeiro Secretário, Dr. Antonio Viana, Segundo Secretário - Acácio de Oliveira Luna, Tesoureiro - Tranquilino Viana, Vice Tesoureiro - Arnóbio Pinto, Diretores de Esportes - Antero Wanderley e Demerval Matos, Diretor de Xadrez - Elmano Amorim e Reinaldo Alves, Comissão Fiscal - Álvaro Brasileiro Viana, Dorval Santos e Fausto Lemos. 

1953 - José Bezerra Sobrinho (não terminou o mandato);

1954 - Raimundo Clemente da Rocha;

1955 - Dr. Rodrigues Carvalho (não terminou o mandato);

1956 - Antônio Pereira da Silva;

1957 - Orlando Wanderley;

1958/1959 - Severiano Ferreira de Moraes Filho - Vice: Aguinaldo Barros e Silva;

1959/1960 -  Severiano Ferreira de Moraes Filho Vice: Aguinaldo Barros e Silva;

1960/1961 -  Severiano Ferreira de Moraes Filho Vice: Aguinaldo Barros e Silva;

Sede da Associação Garanhuense de Atletismo (AGA) na década de 1980

1961/1962 - Júlio Pires Ferreira - Vice: Dr. Elísio Alves Pinto;

1962/1963 - Júlio Pires Ferreira;

1963/1964 - Antônio Pereira da Silva;

1964/1965 - Pedro da Silva Maia - Vice: Onias Lima;

1965/1966 - Aarão Cavalcanti Lima - Vice: Silvio Apolinário de Araújo;

1966/1967 - Aarão Cavalcanti Lima - Vice: Silvio Apolinário de Araújo;

1967/1968 - Manoel Cândido da Silva - Vice: Edson Dourado;

1968/1969 - Manoel Cândido da Silva - Vice: Edson Dourado;

1969/1970 - Manoel Cândido da Silva - Vice: Edson Dourado;

1970/1971 - Ivo Tinô do Amaral - Vice: Edval Lopes Monteiro;

1971/1972 - Ivo Tinô do Amaral - Vice: Edval Lopes Monteiro;

1972/1973 - José Estevão dos Santos - Vice: Orlando Wanderley;

1973/1974 - João Cândido da Silva - Vice: José Luciano de Oliveira;

1974/1975 - Elísio Alves Pinto - Vice: Orlando Wanderley;

1975/1976 - João Cândido da Silva - Vice: Antônio Pereira da Silva;

1976/1977 - Edjasme Silvestre de Freitas - Vice: Jurandy Pessoa de Araújo;

1977/1978 - João Cândido da Silva - Vice: Ivaldo de Oliveira;

1978/1979 - José Pereira Sobral Filho - Vice: Abimael de Oliveira Santos (renunciou);

Outubro de 1978/1981 - Junta Governativa: Abimael de Oliveira Santos, Valmir Leal Barros e José Alberto de Lima;

1981/1982 - Valmir Leal Barros - Vice: Valdir Santos;

1982/1983 - Thiago Vicente Ferreira - Vice: José Mendes (renunciou em maio de 1983);

1983/1984 - Junta Governativa - José Luciano, Antônio Alves de Lima, José Mendes, Ailton Machado, Flávio Wanderley e Ivan de Oliveira Gomes;

1984/1985 - João Cândido da Silva - Vice: Abimael de Oliveira Santos;

1985/1986 - Paulo Barbosa da Silva - Vice: Otaviano Ferreira de Almeida;

1986/1978 - Paulo Barbosa da Silva - Vice: Otaviano Ferreira de Almeida;

1987/1988 - Paulo Barbosa da Silva - Vice: Otaviano Ferreira de Almeida;

1988/1989 - Flávio Pessoa Wanderley - Vice: Ivan Vasconcelos de Andrade (renunciou em março de 1989);

1989/1990 - Junta Governativa - José Luciano, Mário Barbosa, Otaviano Almeida e Ivan Vasconcelos;

1990/1991 - Junta Governativa - Givaldo Calado de Freitas, Fernando Luna, José Estevão, Carlindo Lopes e Ivan Vasconcelos de Andrade;

1991/1992 - Junta Governativa - José Luciano, Paulo Barbosa e Flávio Wanderley;

1992/1994 - Junta Governativa - José Luciano e Paulo Barbosa;

1994/1995 - Izaías Régis Neto;

1995/1996 - Jairo Braga da Silva;

1996/1997 - Jairo Braga da Silva;

1997/1998 - Jairo Braga da Silva;

1998/1999 - Jairo Braga da Silva;

1999/2000 - Alfredo Farias de Andrade - Vice: Jairo Braga da Silva;

2001/2003 - Zorildo da Silva Régis - Vice: Marcos Oliveira Régis (renunciou);

2003/2003 - Geraldo Ferreira de Lucena - Vice: Álvaro de Souza Fernandes ( foi presidente de Janeiro a Março de 2003);

2003/2003 - Álvaro de Souza Fernandes;

2003/2005 - Junta Governativa - José Luciano de Oliveira, Alfredo Farias, Antônio Alves de Lima e Alberto Wanderley Malta (renunciaram em Dezembro de 2003);

2003/2005 - Helio Ferreira Alexandre - Vice: Manoel Martins Calado (renunciaram);

Abril/2005 - Álvaro de Souza Fernandes (assumiu até agosto de 2005);

2005/2007 - Junta Governativa: Helio Pereira Alexandre, Alexandre Guilherme, Wagner de Souza Coelho, Rui Vieira Lopes e Luiz Gonzaga de Melo Júnior;

2007/2009 - Wagner de Souza Coelho - Vice: Álvaro de Souza Fernandes;

2009/2011 -  Wagner de Souza Coelho - Vice: Álvaro de Souza Fernandes;

2011/2013 - Wagner de Souza Coelho - Vice: Álvaro de Souza Fernandes;

2013/2015 - Edval Veras Campelo - Vice: Luiz Sebastião de Figueiredo Lima;

2015/2017 - Nilo de Almeida Neto - Vice: Walter de Barros Santana;

2017/2019 - Nilo de Almeida Neto - Vice: Walter de Barros Santana;

2019/2021 - Nilo de Almeida Neto - Vice: Walter de Barros Santana.

Observações: Não dispomos dos Presidentes do período entre 1938 e 1952, por motivo dos livros de Atas estarem extraviados. Em alguns casos deixamos de mencionar os vices, pois não constam nas respectivas atas pesquisadas.

ATUAL DIRETORIA | BIÊNIO 2025/2027


Em 2025 o Conselho Deliberativo da Associação Garanhuense de Atletismo (AGA), reelegeu  Carlos Gustavo Tenório de Arruda para exercer por mais dois anos o mandato de Presidente do Executivo do alvinegro de Garanhuns,  José Lúcio Matias da Silva Cardoso reeleito para Vice e José Paulo da Silva Secretário.

A diretoria reeleita vem mostrando grande dinamismo, capacidade administrativa e  um ótimo relacionamento com todos os sócios do clube. 

Conselho Deliberativo

Presidente - Carlos Gustavo Tenório de Arruda

Vice-presidente - José Lúcio Matias da Silva Cardoso

Secretário - José Paulo da Silva

Diretoria Executiva

Presidente do Conselho Deliberativo -  Wagner de Souza Coelho

Vice-presidente - Valber Rafael de Medeiros Santana

Tesoureiro - Edilton Teixeira Araújo

AGA CAMPEÃ DA COPA ERALDO GUEIROS - A competição organizada pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF), contou com a participação de 35 clubes, divididos em sete grupos de cinco times cada. Teve início no domingo, do dia 27 de maio e terminou no dia 10 de fevereiro de 1974. O regulamento era bem simples. As equipes se enfrentavam na mesma chave, em turno e returno, classificando-se os dois primeiros de cada grupo, para o turno-extra, que apontará o campeão do interior.

Após oito meses, chegaram na grade final, AGA de Garanhuns e Santa Cruz de Carpina. De forma contundente o AGA goleou por 5 a 2, no Estádio do Arruda, no Recife e ficou com o título.  

AGA  5    X  2  SANTA CRUZ DE CARPINA

LOCAL: Estádio do Arruda, no Recife (PE)

DATA: Domingo, dia 10 de Fevereiro de 1974

CARÁTER: Decisão da Copa Governador Eraldo Gueiros de 1973

ÁRBITRO: Roberto e Kaúla (FPF)

AGA: Zezé; Piñaes, Tuta, Bujão e Tomás; Rodrigues e Juarez; Água Branca (Didi), Romildo, João Carinha e Alcindo (Armando).

SANTA CRUZ: Ozéas; Edvaldo, Zeca, Dindo e Edvilson; Fia e Mimi (Malaquias); Arlindo (Expedito), Wilson, Fernando e Djalma.

GOLS: Romildo (duas vezes), Água Branca, João Carinha e Armando para o AGA. Fernando (dois) para o Santa Cruz de Carpina. 

Fonte: https://historiadofutebol.com/blog/?p=75794 - Diário de Pernambuco; Associação Garanhuense de Atletismo - AGA; Memorial Ulisses Viana de Barros Neto e Jornal O Monitor

Fotos: (1) - José Cordeiro, Pedro Maia, Carlindo Barros Lopes, Dr. Elísio Alves Pinto (Dr. Pinto), João Cândido, entre outros. (2) -Equipe da AGA Pentacampeã de Garanhuns em 1974 - Em pé: Laércio Peixoto (treinador); Geraldão, Pinhães, Ivan, Orlando, Zezé e Adeildo. Agachados: João, Nelson, Romildo, Vavá e Dezuito. (3) - (3) - Equipe da AGA de 1972 - Em pé da esquerda para direita: Cassiano, Geraldão, Pinhães, Jonas, Zezé e Pé de Lobo. Agachados: Valdo massagista, João Carinha, Adeildo Torres, Romildo, Tomaz e Jaime. (4) -  Diretoria da AGA biênio 2019/2021: presidente - Nilo Almeida Neto; vice-presidente - Walter Barros Santana e tesoureiro - Edilton Teixeira Araújo. Diretoria do Conselho Deliberativo: presidente - José Paulo da Silva; vice-presidente - Paulo Lages Alencar; 1º Secretário - José Estevão Júnior e 2º Secretário - José Lúcio Cardoso. (5) - Sede da Associação Garanhuense de Atletismo (AGA) na década de 1980. (6) - Sede da Associação Garanhuense de Atletismo (AGA) na década de 1960.

Hino da Associação Garanhuns de Atletismo - AGA


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Os rumos da humanidade

Jesus de Oliveira Campelo

Jesus de Oliveira Campelo | Garanhuns

Se compararmos o comportamento da humanidade de hoje com de décadas passadas, vamos verificar que existe uma grande diferença no sistema de vida de cada época. No passado, buscava-se a felicidade através do sucesso de suas atividades sem ser molestado pelos problemas oferecidos por este mundo globalizado.

Em diversos aspectos, a terra parecia um verdadeiro paraíso e os seus habitantes eram bem mais humanos. Hoje, a humanidade vive cercada de luzes, de poluição, perigos por toda parte, de pânico, no meio do caos, os homens querendo ganhar cada vez mais, produzir cada vez mais, apoderar-se do poder de qualquer maneira, assaltos, sequestros, criação de novas tecnologias etc.

Além do mais, o atraente mercado de consumo transforma o indivíduo num compulsivo consumidor. Resultado: O homem vive estressado, ou seja, tem as portas abertas para todo tipo de doenças.

Como é sabido, o estresse é uma coisa boa, pois está ligado à emoção de coisas e traz energia. É um processo de fabricação de hormônios estimulantes que nos deixa de repente eufórico ou capazes de não sentir dores em uma hora de risco. É um recurso extremo do organismo para se por a salvo.

O grande problema, todavia, é quando o estresse se torna crônico. Se isto acontecer, ele se transformará num inimigo capaz de minar a saúde. É, pois, de suma importância saber conter a ânsia e controlar a preocupação no momento em que se pretende realizar ou resolver alguma coisa.

O ser humano não deve se isolar ou simplesmente condenar o progresso do mundo moderno, mas pode adotar atitudes e comportamentos que lhe conduzam aos caminhos da felicidade e lhe restituam a tranquilidade e o bem-estar tão necessários ao equilíbrio da vida...

Para amenizar essa situação, deve-se valorizar quatro coisas que não se compram, mas que estão sempre ao alcance e à disposição de quem deseja ser feliz: saúde, paz, felicidade e meditação.

A saúde é adquirida ou preservada através da adoção de medidas simples, mas que têm um poder extraordinário na vida do ser humano; Uma alimentação balanceada, atividades físicas permanentes, principalmente caminhadas diárias, relaxamento, meditação e um sono adequado e reparador.

A paz de espírito é obtida quando o homem começa a conhecer-se melhor, a se libertar do egoísmo, da vaidade e enxergar a vida como uma oportunidade que lhe foi oferecida pelo Criador para caminhar pela trilha do progresso material e procurar, a cada instante, conhecer os caminhos da vida espiritual.

A felicidade é um estado de espírito. Para alcançá-lo, não é necessário que se tenha grandes riquezas, poder ou elevada posição social ou política; Basta saber  valorizar a vida, procurar conhecer os segredos da natureza e do universo, viver em paz com a consciência, amar ao próximo e conhecer os poderes de Deus, o supremo criador de todas as coisas.

A meditação é de suma importância na vida do homem. Aprender a refletir sobre os momentos vividos, sobre o seu comportamento na sociedade e diante da família, delinear as programações futuras, enfim; criar um fórum de debates íntimo onde sempre prevaleçam nas decisões, o bom senso, a simplicidade, a justiça e a verdade.

Devemos aprender a viver e a usufruir os momentos maravilhosos que a vida nos oferece, porque eles estão passando a cada instante e nunca mais voltarão. Procuremos, pois, viver intensamente este acontecimento grandioso que nos foi dado para o nosso progresso.

Feira de Saloá em Pernambuco completa 86 anos


A exatos 86 anos!, em 09 de Janeiro de 1939, Saloá, na época chamada de "Barro" e pertencente ao município de Bom Conselho, implantava definitivamente sua "Feira Livre". 86 anos depois temos uma das maiores feiras do agreste meridional. Já fomos maiores é verdade, mas somos mais do que uma feira, somos a história viva.

Parabéns aos feirantes que fazem parte da nossa história. Parabéns aos bravos guerreiros que sonharam e lutaram pela nossa feira. 

Fonte: A História de Saloá de José de Freitas Sobrinho (In memoriam)

Blog do Wellington Freitas

O mosqueiro do Tio Chico

José Rodrigues da Silva
José Rodrigues da Silva

José Rodrigues da Silva* | Garanhuns, 09/09/1978

Tio Chico, ai vem a eleição, porque o senhor não se candidata a um posto eletivo? O senhor já notou que o seu mosqueiro presta mais serviço à terra do que grandes hospedagens que somente servem para os medalhões se deleitarem mas que os pobres nunca passaram à porta? Como é bom o sarapatel, a mão de vaca, o sangue de boi com feijão que o senhor prepara! O senhor dá agasalho ao ajudante de pedreiro, ao trabalhador de caminhão, ao varredor de ruas, aos que aqui residem e contribuem para o crescimento de nossa cidade bonita!

Não deixe Tio Chico que aqueles que somente se lembram do clima bom de Garanhuns, do seu povo pobre, do seu solo rico, com capacidade de produzir legumes, frutas saborosas, nos tempos de eleição. O senhor, Tio Chico é muito mais útil do que eles.

O Senhor, Tio Chico, serve muito mais a Garanhuns, do que aqueles que tem uma propriedade junto à cidade, com capacidade de se tornar o maior centro produtivo, visto ter a melhor água da cidade, mas que vive completamente abandonada, sem produzir ao menos um caju, enquanto ele vive nababescamente, desfrutando o sabor dos bons vinhos, nas noites dos milionários aniversários e quando se lembra de Garanhuns é para abusar da paciência dos que aqui trabalham ou de uma forma ou de outra constroem a grandeza da terra.

Já observou, Tio Chico, que nas vésperas das eleições todo mundo aparece em Garanhuns procurando mostrar o caminho da salvação e que somente nesta época é que os tripa-forras, os eleitos da natureza, os vingados da sorte mostram aos pobres como podem conseguir comida, educação e até a magia prá se tornarem ricos?

É contra essa gente que Rodrigues da Silva, escrito com letras grandes ou pequenas, como queiram combatendo, certo de que o seu "ôba ôba" vai incomodar aqueles que se propõem ajudar nossa ciddade mas que o fazem com a intenção de promover candidatos oposicionistas, sem a mínima condição eleitoral.

Se o povo, somente tivesse para comer o pão produzido por essa gente, a humanidade inteira morreria de fome. Duvido que aquele rapaz os seus candidatos, tenham plantado, durante toda vida, ao menos um pé de feijão. Por eles, a cidade do Magano se cobriria de melão; mas, melão bravo, aquele que a natureza plantou.

Nasci aqui, aqui aprendi a trabalhar, aqui aprendi a sofrer, aqui aprendi não temer o mês de agosto, soprem os ventos de onde soprarem.

Tenho certeza, Tio Chico, que esse seu mosqueiro não tem isenção de nenhum imposto municipal. sei que o senhor contribui para a urbanização da cidade, pagando todos os emolumentos que lhe  são cobrados, sem isenção de nenhum. Conheço uma senhora que trabalhou 25 anos na casa  da "nobreza", pertencente a um dos salva pátria e foi jogada para fora sem um centavo de indenização. Isto será dito nos comícios, nesta campanha política, alto e bom som.

Sou favorável a crítica quando ela é construtiva ou quando é feita por quem está à altura de fazer, sou contrário a quem se prevalece dela para difamar quem fala alguma coisa pelo bem comum.

*Jornalista, professor, cronista e historiador.

domingo, 21 de junho de 2026

Orlando Cordeiro

Marcilio Reinaux
Marcilio Reinaux* | Recife, 04/02/1989

Conheci Orlando Cordeiro pelos idos  de 1945, ano do final da Segunda Guerra Mundial. Minha mãe tinha uma pensão na Rua da Aurora, no Recife, 317, na qual hospedava rapazes estudantes do interior e de outros Estados. Minhas irmãs mais velhas frequentavam a Igreja Presbiteriana da Boa Vista que tinha como Pastor o professor Jerônimo Gueiros um dos mais respeitados intelectuais de Pernambuco da época. Orlando Cordeiro havia chegado há pouco de São Paulo, como Sargento da Aeronáutica, radiotelegrafista recém aprovado em Concurso Nacional conquistara o primeiro lugar e lhe coubera escolher onde servir.

Escolheu Recife. Queria estudar Direito e sabia que a Faculdade de Direito do Recife era uma das melhores do País.

Em São Paulo começara a vida tardiamente. Somente veio a aprender a ler e escrever depois dos dez anos e aos 14 andava pelos trens da Sorocabana vendendo cocada e estudando à noite, andava doze quilômetros cada noite para ir e vir  da Escola. Das cocadas e suspiros vendidos nos trens passou a jornaleiro, que lhe oferecia mais rendimento e a tarefa acabava mais cedo para facilitar os estudos. Na sequência desta luta foi moço cavalariço nas estrebarias da Polícia Montada de São Paulo, sendo este seu primeiro emprego público já pelos 16 anos. Continuava estudando firme. Somente aos vinte terminava o ginasial, cursando em seguida o chamado Curso Clássico de Letras Anglo Germânica. Sempre gostou do alemão, tendo essa língua como sua preferida, embora já fosse familiarizado com o inglês e com o francês. Costumava ler livros - durante o Curso Clássico - em diversas línguas para se habituar com línguas estrangeiras. Lia noites a dentro. Das estrebarias e dos cavalos da Polícia passou a Sargento da Aeronáutica tendo  aprendido radiotelegrafia e logrado, o primeiro lugar, em concurso.

Chegando em Recife passou a frequentar a Igreja Presbiteriana da Boa Vista. Cantava no coral como "Baixo". Negro de origem, filho de pai espanhol de olhos azuis e mãe mulata, trazia uma forte voz de pretos africanos. Fazia solos belíssimos na Igreja. 

A inteligência brilhante, as pregações inflamadas, os estudos Bíblicos na Escola Dominical como professor, davam a Orlando Cordeiro, sobre todos os aspectos uma invulgar superioridade cultural dentre todos os jovens da sua época. Já velho. Orlando relembrava com tristeza a cerrada oposição que o Pastor Jerônimo Gueiros fazia a ele, seguido por Presbíteros e outras pessoas. Orlando passava ao largo galhardamente com a sua inteligência . No vestibular do Curso de Direito do Recife, ficou entre os três primeiros colocados. Fez um curso sacrificadíssimo. Casou com Elizabete Reinaux, ele já com uns trinta anos. Ela o ajudava muito no Curso. Noites inteiras copiava livros de Direito, que não podiam comprar, para que ele pudesse estudar. A biblioteca (uma das mais completas que conhecemos) de Orlando, ainda hoje guarda os preciosos cadernos copiados por Bety.

Foi aluno laureado. Causou impacto: um moreno no "pódio" do saber jurídico. A repercussão do seu final de Curso foi tão grande que o Brigadeiro, em nome da Aeronáutica lhe presenteou o belíssimo anel de "chuveiro", um grande  de rubi e doze brilhantes. Colou grau com a farda de gala da Aeronáutica. Já era primeiro sargento. A banda de música do Quartel General compareceu ao ato e foi o Brigadeiro que lhe pôs o anel no dedo. Dele a Aeronáutica orgulhava-se.

Mas seus propósitos eram outros. Não desejava ficar na Aeronáutica. Sua especialidade não oferecia progresso funcional. fez concurso para juiz, em São Paulo e logrou o primeiro lugar. Escolheu a cidade onde deveria servir. Foi para São Bento do Sapucaí e ganhando novas instâncias: Assis, São João da Boa Vista, Campinas. Tornou-se Desembargador. Aposentou-se cedo, considerando que cedo começara o serviço público como cavalariço.

Orlando Cordeiro teve uma vida vitoriosa em todos os aspectos, com os problemas e as lutas naturais pelas quais todos passamos. Bety foi a grande companheira e ajudadora de todas as horas. A grande incentivadora de tudo o que fez e que conquistou. Tiveram cinco filhos, todos bem encaminhados na vida.

Particularmente a Orlando devo ter ele, feito o meu encaminhamento para os estudos. Levou-me pelo braço para a Escola Técnica, ajudando-me e orientando-me em tudo. Deu-me livros, comprou-me cadernos, discutiu o meu futuro, despertou em mim o amor pelas artes e pela literatura em especial. Tornou-me menino e fez-me homem, levando-me ainda ao redil do Senhor nas aulas da Escola Dominical da Igreja Presbiteriana do Recife. Por tudo isso tenho Orlando Cordeiro como o meu tipo inesquecível.

*Jornalista, professor e historiador. (Transcrito do Jornal O Monitor de 04 de fevereiro de 1989).

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Um mundo diferente

José Francisco de Souza
José Francisco de Souza

Dr. José Francisco de Souza*

Esse mundo diferente não é mera  ficção. É um conceito de possibilidades reais. Mesmo, porque o que se chama de ficção pode ser uma realidade fora do espaço ocupado por nós. As circunstâncias modificam as concepções comuns. Por exemplo, pobre no sentido específico não é o que nada possui mas aquele que não trabalha. Aquele não se movimenta para conquistar o elemento indispensável ao seu equilíbrio moral e social. Quem assim age é um inútil. Tudo na vida se concentra para formação da estabilidade orgânica. Esse atributo físico  é uma realidade que se conjuga com o mundo em que vivemos. Revela-se em todas as atividades do campo moral. A sua natureza se nutre das forças criadas para manter em forma a sua estrutura. Ela se nutre da essência das coisas. É a manifestação de uma inteligência específica, cuja existência se revela em vários estados da vida material. Tudo isso depende de muita vigilância mental. De apercebimento em todas as nossas atividades políticas, sociais e econômicas.

CONFLITOS

Há milhões de seres humanos, encarnados e desencarnados, de mente fixa na região onde um conjunto de elementos perturbadores domina pelos seus impulsos inferiores. Absorvidos pelas paixões e desvãos dos instintos, transformam-se em potências negativas contaminadoras dos nossos pensamentos. Daí, as discórdias provocadas por várias modalidades de entendimento. Entender não é apenas se alcançar intelectualmente um pensamento, ou um conjunto de ideias. Quem entende vive com intensidade esse entendimento. O bom entendedor é livre dos reflexos condicionados e das emoções perturbadoras. Os conflitos do mundo conturbado de hoje, não lhe provoca receios, aqui neste plano. Basta que cada um  de nós não se confunda com o jogo das palavras  mal empregadas. 

PERISPÍRITO

Outros ainda mantêm-se, ungidos à carne e fora dela, na atividade desordenada, em manifestação afetiva sem rumo, no apego desvairado à forma que passou ou à situação que não mais  se justifica. Subtraído o corpo físico, a situação prossegue quase inalterada, para o organismo perispírito fruto do trabalho paciente e da longa evolução. Esse organismo, constituído, edifício material de retenção da consciência. "Muita gente, no plano da Crosta Planetária, conjetura que o céu nos revista da túnica angelical, logo baixado o corpo ao sepulcro. Isso, porém é grave erro no terreno da expectativa. Naturalmente, não nos referimos, nestas considerações, a espíritos da estofa de um  Francisco de Assis". (André Luiz - No Mundo Maior).

Todos nós precisamos do concurso e das vibrações do plano elevado, para que possamos compreender melhor a nossa finalidade aqui neste mundo  de provas. Não é serviço que possamos organizar da periferia para o centro. E sim do interior para o exterior. O homem enquanto aqui na terra, quase sempre empolgado pelo sono da ilusão, poderá começar pelo fenômeno. À maneira, porém, que desperta as energias mais profundas da consciência, sentira a necessidade do reajustamento e regressará à causa do modo a aperfeiçoar os efeitos. "Não  se deve de modo algum estatuir pelas leis divinas o que deve sê-lo pelas leis humanas, nem regulamentar pelas leis humanas o que se deve ser feito pelas leis divinas". (MONTESQUIEU) "Isto é obra de construção, de paciência e sobretudo de fé racional. Fé que transporta montanhas" sem contudo, condenar Tomé por não ter acreditado, porque duvida. Neste mundo diferente a fé se conjuga com a razão porque e razão são efeitos do  amor de DEUS. 

*Advogado, jornalista, cronista e historiador | Garanhuns, 29 de maio de 1982.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Lei nº 1.531 | Denominou de Avenida Ruber van der Linden uma artéria de Garanhuns

Ruber van der Linden

Lei Municipal nº 1.531/1972 - Denominou de Avenida Ruber van der Linden, a artéria localizada no Bairro de Heliópolis, no Loteamento "Parque Residencial Suisso" (Sierra Blanca), a Avenida  entre o Colégio XV de Novembro, terminando no Instituto Bíblico do Norte. Ruber van der Linden, nasceu em 28 de junho de 1896, filho de Joaquim van der Linden, o mais antigo guarda-livros da Cidade Serrana, também teatrólogo, nos fins do século XIX, escreveu peças dramáticas que foram levadas à cena por associações teatrais, tendo participado em 1895, do primeiro Congresso Literário, com Belarmino Costa Dourado e outros amantes das Belas Letras.

Ruber van der Linden era engenheiro eletricista, porém, múltiplas as suas atividades, excursionando no "mundo das letras", poeta e jornalista, penetrando na ilustração, a caricatura, além de atuação na arquitetura, desenho e construção, engenheiro mecânico e no Colégio XV de Novembro, professor de física, química, botânica e línguas, além de administrador de larga visão, são os títulos que lhe pertencem por ações diretas, pois em todos os citados setores atuou com proficiência, o que causa orgulho aos garanhuenses, manifestando amor ao que realizava e sempre procurando enaltecer a terra natal.

Em 1917, entrando na seara do jornalismo, Ruber com Amadeu de Aguiar fundaram o "Lúmen", continuando em outros periódicos a trajetória de escrever crônicas, poemas, artigos científicos, humorismo, etc. Colaborou no "Garanhuns" (1922), "Álbum de Garanhuns" (1923), "Revista de Garanhuns" (1930), "Diário de Garanhuns", "Garanhuns Diário", "O Bibliófilo", "Almanaque de Garanhuns" e em inúmeras outras publicações da imprensa matuta. Em 1925 organizou a Rádio Sociedade.

Na Cooperativa dos Cafeicultores prestou valiosa colaboração. No Rotary Clube na qualidade de sócio efetivo.

Durante vários anos no cargo de Gerente da Empresa de Água e Luz do Município. Com recursos próprios da mencionada Empresa, idealizou e implantou o "Pau Pombo", que hoje tem o seu nome "Parque Ruber van der Linden", considerando-o uma pequena reserva florestal, significando, sobretudo, um alerta para a defesa dos mananciais e a formação de uma área ecológica para o "ócio" dos homens após a estafante semana de trabalho e recreio destinado a gurizada. Faleceu em 1949.

Foto: Ruber van der Linden

Anchieta Gueiros

José de Anchieta Gueiros Viana de Barros.  Agricultor, historiador, jornalista (DRT 6372/PE, escritor e blogueiro. Nasceu no dia 28 de setembro de 1969 às 11hs de um domingo, pelas mãos de Dona Dina (parteira) no Sítio João XXIII (Baixa da Lama), Brejão - PE. Filho de Ulisses Viana de Barros Neto e Luzia Gueiros de Barros. Neto de Luiz de Barros Silva (Lulu), Maria de Barros Silva, Heronides Gueiros de Barros e Maria Pinto de Barros. Bisneto de Raimunda Teles Teixeira (Novinha), Plácido Pinto Teixeira, Manoel Euclides de Barros (Mané de Né), Maria Tenório de Barros (Lica), Ulisses Viana de Barros, Amélia Joventina Guimarães, José Gueiros (Zé Laurentino) e Cordulina de Barros (Cocó). Trineto de Laurentino Gueiros da Silva, Inácia Firmina de Carvalho, Manoel de Barros Silva Né (Tenente da Guarda Nacional), Inácia Padilha de Barros, Antônio Herculano de Barros e Laurinda Tenório de Barros (Mocinha). 

Em 1978 migra para Garanhuns, onde inicia seus estudos primários no Colégio Diocesano de Garanhuns. Foram oito anos de estudos no velho casarão, quatro desses  sobre a direção do Monsenhor Adelmar da Mota Valença, homem que deixou marcado seu nome na história da Educação. Em 2010 cria o blog História de Garanhuns (https://bloghistoriadegaranhuns.blogspot.com) e através do mesmo vem resgatando  nossa Memória. Em julho de 2013 recebe o 'Troféu Mauro Souza Lima',  uma comenda dedicada às pessoas que trabalham voluntariamente em prol de uma sociedade mais justa e humana, recebe em 2014 o 'Certificado de Honra ao Mérito da Escola Municipal Professora Gabriela Mistral', em reconhecimento pela sua dedicação em preservar a história do nosso Município. Ex-presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Cultural de Garanhuns - (IHGCG), foi membro da Academia Aberta de Letras e Artes do Agreste. (ALAM).

Ulisses Viana de Barros Neto


Ulisses Viana de Ba
rros Neto. Agricultor, pesquisador e historiador. Nasceu em uma terça-feira, às 18h em 12 de novembro de 1946, no Sítio Gameleira, distrito de Brejão de Santa Cruz, Garanhuns, Pernambuco.  Filho de Luiz de Barros Silva (Lulu) e Maria de Barros Silva. Ulisses Foi batizado na Igreja da Santa Cruz em Brejão pelo Padre Cornélio. Foram seu padrinhos: José Custódio das Neves e Florípedes Santana Neves. Madrinha de Apresentação Amélia Vicente de Barros e Inácia Barros. Crismado na Igreja da Santa Cruz em Brejão em 1956, pelo bem aventurado Dom Francisco Expedito Lopes.  Sua primeira Comunhão foi realizada na época em que Ulisses estudava no Grupo Escolar Francisco Ferreira de Barros, no Distrito de Miracica, Garanhuns, pelo Padre Matias Lemmens, Pároco do Bairro da  Boa Vista em Garanhuns. 

Manoel Euclides de Barros (Mané de Né), Maria Tenório de Barros (Lica), Ulisses Viana de Barros e Amélia Joventina Guimarães, foram seus avós. Seus bisavós foram de Manoel de Barros Silva Né, Inácia Padilha de Barros, Antônio Herculano de Barros e Laurinda Tenório de Barros (Mocinha). Ulisses Viana faleceu em 1º de dezembro de 2019.

domingo, 10 de maio de 2026

Reflorestamento

Luzinette Laporte
Luzinette Laporte*

Com eucaliptos? A não ser que  os de agora sejam "domesticados". Sabemos que uma multinacional realiza(va?) pesquisas sobre. Justamente na região (sobre) o Aquífero Guarani. Sintomático. Numa época em que água - mais do que  nunca - é elemento absoluto para o  futuro dos seres animais e vegetais, custa crer que uma empresa ouse tamanho contrassenso.

 Vi / li apenas uma vez um protesto. Famílias de índios guaranis mostrando aos repórteres de onde as  haviam e onde estavam relocadas. Colocaram os guaranis em  reserva sem espaço e sem água. Iam buscá-la em áreas distantes. Sentiam-se despojados de suas terras. Degradados e degredados. Isso acontece em pleno III Milênio. Colocaram os eucaliptos para beber a água e ocupar as terras dos guaranis. Lembro-me das aulas de biologia (Dr. Mário Matos) no Colégio Santa Sofia a esclarecer-nos o quanto de água um eucalipto extrai da terra por dia. E citava o Parque Euclides Dourado. O Dr. Ruber van der Linden criou o bosque de eucaliptos ali, porque era uma área de charco. E poderia exalar miasmas para a população. Os eucaliptos saneariam o problema por serem exímios "bebedores de água".

Garanhuns - Parque Euclides Dourado. Foto: Anchieta Gueiros
Garanhuns - Parque Euclides Dourado. Foto: Anchieta Gueiros
"(E basta que olhemos "com olhos que veem" - como diria Jesus - como se encontra a terra do parque. Totalmente sem  húmus)".

Mas, torno a dizer, talvez os  eucaliptos "reflorestadores" tenham sido geneticamente modificados. Com  a palavra os técnicos da Universidade Rural, em Garanhuns.

Agora, querem "reflorestar com eucaliptos" a região de Rio Grande do Norte nas jazidas de gesso. Para fornecerem madeira aos fornos. Será aconselhável?

Eu adoraria ouvir/ler um  técnico sobre o que a acha. O que aprendi no Colégio Santa Sofia - com um dos melhores professores que conheci em minha vida - ainda tem respaldo? Ou transformaram o  original bruto em espécie comportada? E por que se abordou o  assunto de forma tão contundente e depois silenciaram de modo abrupto e total?

Será que os bosques, digo as plantações de eucaliptos continuam sobre o Aquífero Guarani?

*Professora, cronista e escritora | Garanhuns, Outubro de 2011.

Oração a Mãe

João Marques dos Santos

João Marques | Garanhuns

Ave, mãe

te invoco santa

pela graça do céu

e a bênção da vida

nessa terra em construção


mãe que multiplica

ama e ampara e toca

dando vida ao ser,

com certeza anjo

que se doou...

ventre seios

e as mãos amigas

da  esperança e da guarda


mãe, bendita  

entre as mulheres

e escolhida entre os homens

para ser geradora

como vaso sagrado

da verticalidade da espécie,

ensina-nos, ó mãe 

a amar a vida

e roga a Deus

pelos filhos desgarrados,

e pela paz do mundo.

Dia das Mães, 12 de maio de 2024.

Mãe é exemplo de vida - Sandoval Ferreira

Cultura Popular

Direção artística: Everton Kelly

Direção Musical: Gido Silva

Percussão: Fabricio Vasconcelos

Mixagem: Juka Mix

Produção: Michael David

SANDOVAL FERREIRA

Sandoval Ferreira nasceu em 27 de fevereiro de 1983, em Iati, Pernambuco. Morou no Sítio Aguazinha até os seus 15 anos. Filho de  pais pobres morava numa casa sem energia onde a principal atração à noite era a luz de candeeiro a gás. O pai reunia os vizinhos e seu irmão mais velho era quem lia os folhetos de literatura de cordel. Depois Sandoval passou a ler e despertou o interesse pela poesia.

Aos 15 anos mudou-se para o Povoado Bela Vista, também em Iati, onde fez muitos amigos, viveu por lá até os 22 anos.

Aos 18 anos de idade fez uma apresentação de cordel em sua escola para o secretário de educação de Pernambuco, sendo que todos gostaram, foi o que lhe deu motivação para seguir em frente. É técnico agrícola e reside em Garanhuns.

Publicou os livros e CDS: Meu Sertão em 12 Versos - Causos Nordestinos, Porteira Velha se Abrindo Faz Meia Lua no Chão e o CD Humor Cordel e Repente.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Retratos do Agreste


Parque Euclides Dourado | Garanhuns, Pernambuco | Obra do Artista Plástico João Oliveira em homenagem a Garanhuns, buscando retratar a ligação: Natureza e Divindade, com Anjos Arcanjos e a Fonte, simbolizando as Águas Minerais deste Município | Créditos da foto: Anchieta Gueiros | Julho de 2021.

Lembranças


Natanael de Vasconcelos, Santo André/SP, 1971

Teus cabelos negros, sedosos, alongados,

São macios como uma flor ao amanhecer.

Iluminam os caminhos do meu viver

Teus olhos negros, meigos e avivados.


Em teu rosto sereno, dias passados

De felicidade, brandura e de prazer,

Mesmo da infância ainda se ver

Neste lindo semblante retratados.


O teu nome sempre procurei saber

E sabendo-o não poderei esquecer,

Como também, momentos são lembrados.


Quando a saudade insiste aparecer

Rapidamente corro p'ra te ver 

Nos retratos comigo guardados.

domingo, 3 de maio de 2026

Dia da Imprensa

João Marques dos Santos

João Marques | Garanhuns

Imprensa são os olhos do mundo voltados para acompanhar a natureza e a convivência dos homens. Tivemos, no passado bom, um melhor e  mais atuante jornalismo. Louve-se e seja lembrado um Humberto de Moraes, em Garanhuns. Atualmente, a Imprensa presta ainda um grande serviço de informação, mas comprometido infelizmente com o sensacionalismo da violência e dos acontecimentos nefastos. Restritas são as boas notícias e a divulgação dos favorecimentos da vida. São esquecidos os homens de bem, as melhores iniciativas, para ter lugar nos noticiários os nomes dos bandidos, e as perturbações da sociedade.

O que começa

João Marques dos Santos

João Marques* | Garanhuns

Começa o domingo, com o dia especial do ano, o primeiro. Uma concessão do tempo às necessidades humanas. O novo! Assim, o antigo se reveste de aspecto novo. Embora seja o sapato o mesmo, com o piso gasto, há intencionalmente um verniz novo, que fortalece.

O que é novo tem alma tenra. E a vivência constante se ressente de inovação. É interessante como o homem festeja a chegada do ano novo. Fogos, abraços, desejos de felicidade. A alegria é no interior do ser. Na alma, que expressa uma esperança grande, com os brios de comemoração. O novo é sempre bem vindo... Enquanto o planeta dá mais um giro, o homem se desprende do chão e de si próprio, e comete uma volta maior, a nível das estrelas. É de se festejar esse sonho, com o desejo de mais 365 giros mágicos... Uma grande ventura certamente, e uma grande incursão no que se possa compreender como infinito.

*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor.  Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro.

O outro do outro

João Marques dos Santos

João Marques* | Garanhuns

Amanhã é outro dia. Hoje não é ontem. Nada se repete, igualmente. A renovação é constante. O universo já não é mais igual ao último que o cientista observou, de cá, e fez as suas avaliações. Eu, como posso, já não sou o mesmo de antes. Não me perpetuem, na mesma forma que fui. Os meus defeitos, os maiores, não são mais. E procuro livrar-me dos menores. Me perdoem o passado, sou um homem renovado. Acredito na eternidade, e estarei sempre buscando caminhar com a renovação do mundo.

*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor.  Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro.

Libertação

João Marques dos Santos

João Marques* | Garanhuns

Domingo! Trinta de Outubro de 2022, Santo dia do Brasil! A libertação será hoje proclamada nas urnas. E se dirá SIM ao maior presidente da história, do passado e do futuro, que passa em definitivo para a admiração do mundo. Garanhuns, de seus filhos, alcança o mais ilustre e representativo. E, assim, um homem saído do povo se torna o maior representante da gente pobre e sofredora. LULA será sempre a palavra que se inscreve na bandeira da luta e da libertação do povo. Abraço os amigos que se empenharam nessa campanha vitoriosa!

*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor.  Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro.

Vitalidade

João Marques dos Santos

João Marques* | Garanhuns

O corpo, como ser da natureza, é um ente que precisa de constante revigoramento. Alimentos, água e ar. Luz, calor e frio. São necessidades propriamente biológicas. O ser completo, da criação, precisa também do intelecto, ou da alma, ou do sentimento, ou da racionalidade. O que se pode determinar como domínios do espírito. E esse espírito necessita igualmente de vigor. Seu aprimoramento depende de exercício constante dos bons pensamentos, das boas ações, da fomentação das virtudes. O perdão, a tolerância, o empenho em participar da vida dos outros, ajudando. Daí, o ideal: uma mente sã num corpo são, como ensina a sabedoria.

*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor.  Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro.

Associação Garanhuense de Atletismo (AGA) Completa 96 Anos de História

ASSOCIAÇÃO GARANHUENSE DE ATLETISMO (AGA)   - Fundada graças a iniciativa de sete rapazes, com sede inicialmente na Rua Dr. José Mariano , c...