domingo, 3 de maio de 2026

As lembranças

João Marques dos Santos

João Marques* | Garanhuns

As lembranças participam do tempo presente. Ninguém deixa de lembrar e de sonhar. Tudo o que acontece fica guardado na mente, como um livro de muitas páginas. Lembrar mais ou lembrar menos, querer lembrar é condição de quem mais se importa com a vida, sem tirá-la do tempo passado. E é do equilíbrio humano pensar e lembrar do que foi... isso proporciona emoção e motivação para continuar vivendo. É de tal importância e significado lembrar, que me conforta saber que nunca acabarão as lembranças. Pode a mente se distanciar ou esquecer, mas guardará de alguma forma as imagens dos acontecimentos passados. Se não ficarem presentes no cérebro, não são apagadas da alma ou espírito. E, assim, as lembranças todas são vertidas para a existência eterna. Nada se acaba. O pensamento, ou a atividade mental são eternos. Ou de que se manteria o espírito vivo?

*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor.  Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro.

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