O ser humano consciente de que é criado não concebe, em princípio, que outra coisa possa ser sem criação. E tudo, assim, vem de outro ser formado ou produzido por elementos. Uma cadeia de existências. E nunca acaba, uma sequência interminável... o que é veio de onde, e nunca mais acaba a exigência do raciocínio humano.
A inteligência, entretanto, há de estipular uma causa primeira. Uma razão. Aí, não se pode inquirir de onde veio a razão. Ela é o fundamento, a origem do princípio. É compreendida antes de um universo primário, formado por elementos microscópicos. A explicação de ser, a razão de ser, infinita. Incriada, diferente dos seres. E, uma vez criadora, tem o domínio de tudo que é criado. E o seu caráter de ser é o amor a sua obra. Manutenção da obra, e evolução. Por fim, nessa estirada concepção, a essência da inteligência é energia e/ou espírito, que mais convém à existência abstrata da razão.
*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor. Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro.

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