Jesus de Oliveira Campelo*
As estatísticas demonstram que a cada ano cresce o número de separações de casais, principalmente entre os jovens, em todas as camadas da sociedade
Será que existe outra atividade tão importante, que seja iniciada com tamanha esperança e expectativa que apresente resultados tão negativos, quanto à união de casais? Pelos resultados das estatísticas parece que está havendo alguma coisa errada na escolha do parceiro(a) ideal.
A impressão inicial é que a escolha está sendo feita de maneira precipitada, e em muitos casos, baseada apenas nos dotes físicos da pretendente ou levada por interesses meramente materiais. Seria de suma importância, que antes de se comprometerem, os interessados se conhecessem melhor, e que durante a fase de namoro/noivado, procurassem conhecer os segredos de uma união perfeita, para evitar que no futuro não viessem a amargar a desilusão do insucesso.
É uma aventura arriscada, pensar que o problema resulta da impressão de que seu amor estar sendo plenamente correspondido. Muitas vezes a escolha é feita, baseada unicamente nos atributos físicos da pessoa pretendida, ou seja: pela beleza do seu corpo, pelo sucesso de sua carreira profissional, ou por se destacar na sociedade por sua riqueza, ou pela posição que ocupa ou ainda, por ter uma conversa agradável e interessante.
A maioria das pessoas de nossa cultura entende que bastam algumas das qualidades acima, para ser considerado(a) o tipo ideal que lhe trará felicidade no casamento. Agindo dessa forma as duas pessoas se apaixonam quando sentem que encontraram o melhor "objeto" disponível no mercado.
Numa cultura em que prevalece a orientação em que apenas são observadas algumas qualidade da pessoa escolhida, não há por que espantar que as relações humanas do amor obedeçam ao mesmo modelo que governa os bens materiais.
Hodiernamente, o que se observa mais frequentemente é a união precipitada de casais que se apaixonam sem se conhecerem totalmente e sem a perspectiva de se amarem por toda vida.
São duas pessoas estranhas, que em dado momento, derrubam a barreira que os separa e se sentem uma só, loucamente apaixonadas. Esse momento se transforma em uma das experiências mais estimulantes e excitantes da vida de ambos que estavam isoladas e sedentas de amor.
A parente solidificação desse amor está na consumação da relação sexual que hoje em dia está se transformando num comportamento corriqueiro entre os jovens.
Mas esse tipo de amor por sua própria natureza, não pode ser duradouro. No decorrer da convivência no lar, quando passa então a se conhecerem melhor na intimidade, vai aos poucos perdendo seu caráter milagroso, até que o antagonismo entre eles, às decepções, o ciúme e os aborrecimentos liquidam o que restou da excitação inicial.
Quem se decide amar, tem que observar algumas premissas de vital importância para a felicidade futura do casal: Observar se o amor que se oferece, suscita realmente amor ao outro, e se é integralmente correspondido; Se existe confiança mútua na prática de seus atos: Se existe a intenção de dedicar-se inteiramente ao outro, dando provas de que é um amante apaixonado, que tem ao seu lado, não um objeto à sua disposição, mas um tesouro; E, finalmente, não medir esforços para tornar o seu amor cada vez mais pujante e feliz.
O verdadeiro amor é aquele que tem projeção para o futuro e não a ilusão do presente. O sonho do casal deve ser a família que é a maior conquista do ser humano. A felicidade é conseguida através da compreensão, do cuidado, da responsabilidade, e do respeito mútuo que deve fazer parte da convivência do casal.
E, depois de encontrar seu verdadeiro amor, e de desfrutar de uma longa convivência, diga com os olhos brilhando de felicidade: como é maravilhoso ser feliz e viver em paz com meus familiares!
*Jornalista, cronista e historiador, é membro da Academia de Letras de Garanhuns.

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