São Paulo (SP) - Morei quase dez anos bem pertinho do Pau Pombo. Até hoje não sei o por que desse nome. Na verdade, durante todo esse tempo que o frequentei quase todos os dias, nunca vi um pombo sequer voando nas redondezas muito menos alguma árvore com esse nome (que existe). Bem, mais isso não vem ao caso. O fato é que esse pedacinho de paraíso encravado no centro da Suíça Pernambucana é um dos símbolos mais conhecidos e admirados da nossa cidade. A exuberância das suas árvores, os canteiros floridos a água das fontes, o canto dos pássaros, o encanto das borboletas, o canto incessante das cigarras no começo da primavera fazem desse oásis um lugar ímpar para o encontro de casais apaixonados, pessoas a procura de descanso, e para o deleite dos turistas que visitam a nossa querida cidade. Quando muito jovem ainda, lá no final dos anos 60 costumava frequentar principalmente aos domingos o o parque. Havia até um pequeno jacaré no lago das colunas que dá acesso ao parque. Adorava comer uma codorna assada no bar do Tati que era uma espécie de caverna de pedra próxima ao lugar onde se realizavam os bailes aos domingo pela manhã, ao som de Milionários, La Bamba, e as músicas orquestradas do inesquecível Ray Connif. Eu via aquele pessoal dançando, muitas mulheres bonitas. Porém, muito tímido, não me atrevia a convidar nenhuma delas a balançar o esqueleto com receio de levar um fora. Na verdade, sempre fui um péssimo dançarino. Corpo duro, daqueles que de uma hora para outra pode tropeçar e dar o vexame de levar a sua parceira ao chão. Então, achava melhor ficar observando os casais e continuar comendo minha codorna assada.
Bem, falei do Pau Pombo inspirado na poesia postada pelo Sr. Antônio Inácio Rodrigues por sinal muito bonita e para falar um pouco das eleições para prefeito que se aproximam. Aqui no Blog do meu amigo Anchieta leio muitas reportagens sobre o Sr. Givaldo Calado. Conheci Givaldo ainda no Colégio Diocesano quando aluno, se não me engano ele exercia a função na época 1965/68 de algo como um censor geral. Sempre atento ao desenrolar e do que acontecia nas salas de aula, fiel ajudante do Mons. Adelmar. Givaldo não parava um minuto correndo pra cá e pra lá nos corredores do nosso querido ginásio, sempre resolvendo algum problema. Ele era particularmente pelo que percebia, muito amigo de dona Almira Valença. Givaldo era muito amigo também da minha tia que trabalhava na secretária do colégio, Alidenor Ferreira Costa.
Não estou fazendo campanha para o Givaldo, porem, se depender da sua performance enquanto braço de direito do Padre Adelmar e da dona Almira pode ser uma boa surpresa para a cidade. Espero que ele ou outro qualquer que ganhe as eleições lembrem-se da vocação turística de Garanhuns, pensem grande e se espelhem em cidades como Gramado, Campos de Jordão e façam da Cidade da Flores um imenso jardim.
*Clovis de Barros filho, nasceu na Serra da Prata (Iatecá). Estudou no Colégio Diocesano de Garanhuns do Admissão ao Científico onde concluiu em 1968. Reside em São Paulo desde 1970. É Licenciado e Bacharel em Química Industrial pela Universidade de Guarulhos e Químico Industrial Superior pelas faculdades Osvaldo Cruz - SP.
Foto: Parque Ruber van der Linden (Pau Pombo). Créditos da foto: http://brasilnetnoticia.blogspot.com

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