Verdade é que essa própria palavra se encontra desgastada. Tantas são as mentiras, as falsidades, os abusos do uso da palavra, que ela perde a credibilidade, e é abalado fortemente o seu sentido. Deus, Espírito, Santidade, Caridade, Amor, e outras, de significados maiores, caem no uso comum da linguagem descompromissada e confusa. No sentido de renovação, que em tudo é necessário, é preciso a recondução dessas palavras significativas, ou a criação de novos termos. Segundo o apóstolo Paulo, a letra mata, o espírito é que vivifica. Por isso, Jesus Cristo não escreveu; na areia, apenas, onde veio o vento e apagou. E Deus nunca pronunciou palavra para o ouvido humano escutar. A sua fala é espiritual.
*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor. Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro.

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