Os influenciados colocam a sua opção contaminada pelo orgulho, em plano superior, à vida de qualquer indivíduo, que não seja ele mesmo. No seu conceito o outro que é seu semelhante na escala biológica, é simplesmente um objeto preferível de ser usado, no momento em que se lhe impõe a escolha. Por isso quando as dúvidas de natureza psicológica se manifestam, a sua personalidade se apaga.
Nestas condições o seu desejo de resistência se atrita consigo mesmo, ofusca o brilho das aspirações e a ideia da morte lhe agrada, na penumbra do não ser é um sonâmbulo a sentir a cada passo a sombra de uma morte interina. Onde as madrugadas são pálidas porque perderam o brilho do sol que fecunda a alma do mundo. A marcante influência do verbo brilhar não se projeta à oratória pujante da vida. É o fim e o começo de outra dimensão da existência eterna da vida. As palavras evocam as coisas.
Devemos sentir, nestas condições, o efeito das palavras, mas, daquilo que elas traduzem e representam, que é algo muito diferente. Preparar-se para enfrentar os embates do dia-a-dia. Comportamento que não condiz que, a pessoa seja submissa a efeitos de causa remota ao seu ordenamento moral. É um estado regular de todo ser humano. Essa viabilização é da conjuntura do momento. Consequência lógica de outros momentos e instantes da vida social e política. O fator apercebimento aqui é importante.
Essa atitude, em sua expressão mais acentuada, é favorecida, e até mesmo, necessariamente causada, por um fato incontestável. Trata-se da crença em que, de modo geral, às grandes obras correspondem a grandes êxitos. As coisas diferentes não são fáceis de se pesar e medir em capacidade. Elas têm características próprias e definidas no processo comum da vida.
Mentalmente e diante dessa tomada de posição, certos homens vivem sempre em repouso interino.
Se não se apercebem das sutilezas desse processo, projetam-se no meio das coisas que lhes rodeiam, contudo ignorando-se a si mesmos. Poucos podem entender as razões que estão dormindo na essência dessas coisas. Assim os homens que desejam grande êxito (e tanto mais desejarão quanto menos seguros se sentirem de seu próprio valor). Segundo a lei da supercompreensão e não são capazes de produzir grandes obras, e que dependem, por um lado, de sua constituição pessoal íntima, e por outro lado, de sua consciência de valor próprio e, pois, de sua coragem. Os que desejam um êxito extraordinário depois de uma única produção, esses homens decairão numa ambição perniciosa e falsa, numa ambição que não pode levar às verdadeiras obras e que devem ser consideradas um erro aos que se sentem atraídos.
As palavras não devem ser usadas senão com os seus significados próprios. Não se devem entende-las como tradução como do que se ignora o seu verdadeiro sentido. E sim de acordo com o que na realidade os fatos marcam significados reais. Um fato, não é uma ideia. É um acontecimento real e objetivo, e deve ser interpretado como ação objetiva em si mesmo e de acordo com a sua natureza.
*Dr. José Francisco de Souza | Advogado, jornalista, cronista e historiador | Garanhuns, 28 de junho de 1986.
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