Ela pode ser vista para além de tudo que é comum: é incomum.
N'Ela, somem as diferenças de níveis sociais, de beleza, de inteligência, de cultura, de raça, de cor, de língua... De poder e de domínio. Ela vai além. Como diz o italiano: "al di la de le cose piu belle..." Ela está além.
E no entanto, tão íntima, tão próxima.
Ela segura a mamadeira e a mãozinha que inicia seus primeiros movimentos de escrita. Ri e chora. É ternura. Na sua dedicação, é força. Forte além de tudo quanto possa ser forte.
Lutadora. capaz de enfrentar qualquer desafio. Não cede. Não fraqueja.
Ela está em toda parte, onde a leva a necessidade de ajudar aquele(s) que se nutriu (nutriram) de sua vida. E doando vida, ela faz armazenagem maior de Vida. Gerando, guardando, abrigando, expandindo vida, é como fonte inesgotável. Até exaurir-se.
Então, ele é frágil, dependente pequenina. Muda de posição. E ainda é ternura. Porém, sempre é força, intuição e sabedoria - porque é amor.
Lança-se ao trabalho, em todos os campos, em todas as áreas do conhecimento humano. Mas resguarda sua feminilidade, na permanente doação do amor e na persistência contínua da ternura.
Mãe. MÃE... É, Basta o nome. Diz tudo. Diz MARIA. Diz Deus (Deus quis ter mãe). Diz luta, força, trabalho, ação. Silêncio, perdão, compreensão, dor. Amor acima de tudo, AMOR.
Ela é para todos - jovem ou velhinho - sabedoria e segurança. Presença. Porque o AMOR é, sempre, presença.
*Escritora, cronista, jornalista e professora.

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