Vivo nesta manhã de quarta-feira, véspera do grande dia, 12 de outubro, comemorativo da criança e de outros acontecimentos memoráveis. De um lado, no turno, as notícias da guerra no Oriente, e de outro, a paz matinal, aqui. A guerra... considero a guerra uma bestialidade humana. E, restrita, representa, ainda, grau de atraso da civilização da humanidade.
Penso, numa fuga do horror, pela manhã que respiro, a vida ampla. E, como sempre, concebo o significado da vida, a perfeição da existência, a razão de tudo. O homem, eu conheço, a caminho de alcançar a sua espiritualização definitiva. E verifico que, apesar do avanço tecnológico e da capacidade do adiantamento bélico, erra em seu domínio animal. O mal é justificado e oficializado, como meio de amparo às ambições.
Rasteja o ser humano, desconhecendo, por suas limitações da verdadeira inteligência, o que é, como criatura. Equivoca-se em não reconhecer o ser espiritual que é, e se fecha, indivíduo, em seu egoísmo. É verdadeiramente cego, ante o que é demonstrado pela natureza ao lado e pela imensidade do universo. Contudo, acredito no tempo, que corrigirá o homem, e o colocará, longe da guerra e do ódio, na vanguarda do progresso do conhecer-se, e ter o amor como sua única condição de se completar, como criatura de Deus.
*João Marques dos Santos, natural de Garanhuns, onde sempre residiu, é poeta, contista, cronista e compositor. Teve diversas funções nas atividades culturais da cidade: foi Presidente da Academia de Letras de Garanhuns, durante 18 anos, Diretor de Cultura do Município e, atualmente, é presidente da Academia dos Amigos de Garanhuns - AMIGA. Compôs, letra e música, o Hino de Garanhuns. Mantém, desde 1995, o jornal de cultura O Século. Publicou quatro livros de poesia: Temas de Garanhuns, Partições do Silêncio, Messes do azul e Barro.

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