Evaldo B. Calado
Os ais que embalaram mais, a imaginação,
No instante fugaz, dorido, e transitório,
Fustigaram-se a alma, formando-me repositório,
Dobrando-me a cerviz, joelhos na oração.
Aqueles momento que, em lágrimas amaldiçoei,
Levaram-me para mais perto de meu Senhor,
Mostrando a imagem plena do verdadeiro amor,
Sufocando a própria dor, exemplo vivo do meu Rei.
Tais lágrimas, vertidas em profusão,
Não lavaram a alma nem me deram alento,
Perderam-se no tempo, todo o tomento;
E guardei na fé, solene e calmo, o coração.
Garanhuns | Ano 2001.
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