quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Garanhuns

Relógio de Flores - 2005 / fotolog

Osman Holanda

No Borborema, nossa Garanhuns

Eleva-se a altitudes imponentes

De suas colinas, belos acidentes,

Dantes morada de guarás e anuns.


Ante meus olhos, neste verde agreste,

De branca neve Garanhuns se enfeita.

É a névoa, ora densa, ora rarefeita,

Que se harmoniza com o azul celeste,


Dentre a névoa o Sinai desaparece

E quando diante aos meus olhos se aviva,

Quedo pasmo! d'alma contemplativa,

Ante o sol que sutilmente me aquece.


Pasmo, a minha vista avista a Boa Vista

E o que vejo no cume do Ipiranga.

É o pano pátrio que se agita de zanga,

Clamando aos céus uma nação altruísta.


Simôa! a beleza de tua geografia:

Colinas, fontes, parques, avenidas,

Recantos, ruas e praças floridas

Dão aos meus versos ritmo e melodia.


No enlevo desta paragem magana,

Contemplo Garanhuns dos meus amores,

Cidade Jardim de encantadas flores,

De lindas mulheres de tez ariana.


De Garanhuns quero o perfume das flores,

Quero a brisa acariciando meu rosto,

O sol de fevereiro, o frio de agosto

E da primavera, seus esplendores.

*Estrofes extraídas do poema Monólogo Magano de autoria de Osman Holanda.

Foto: Relógio de Flores - 2005 / fotolog.

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