Dr. José Francisco de Souza*
Os pretensos motivos circunstâncias desse movimento determinam a conduta mental de certos princípios como filosofia que orienta os nossos planos de vida social. A nossa conduta humana capaz de ampliar a sua capacidade. O entendimento que não consiste em apanhar intelectualmente um pensamento, transmitido por palavras ou gestos. Entender, no sentido real, é sobretudo, ação. Fato que não se contesta pela sua natureza e forma. Acompanha-se o processo moral de todos os seus elementos. Existem vários meios pelos quais a sua manifestação torna-se objetiva. Não é só por meio racional que se constata e seu valor. O apercebimento como vigilância é intuição natural e é muito importante.
A intuição é o processo direto de conhecimento de que o ESPÍRITO dispõe em seu plano próprio de ação - o espiritual - que desenvolverá no plano material, na proporção em que o dominar pela razão como ponto culminante de sua superioridade. Esse ente espiritual toma forma em todas as dimensões do somático. Anima as forças da vida de cada ser humano em busca do aperfeiçoamento.
Quando Cristo anunciou, à mulher samaritana, que um dia os verdadeiros adoradores de DEUS o adorariam em Espírito e Verdade sem, necessidade de se dirigirem ao Templo de Jerusalém ou ao Monte de Garazin, nada mais fez do que provar a sequência do desenvolvimento da história do processo religiosos, libertador de símbolos e dogmas. As palavras do Mestre revela um relacionamento muito profundo com os princípios de imanência espiritual. Trata-se de uma entidade elevada, que poderia ser um espírito de todas as civilizações pela capacidade de formulação de conceitos abstratos, de formalização de juízo ético e morais e de formulação de princípios jurídicos. Dessas funções emerge o indivíduo como afirmação do horizonte civilizado, o homem espiritualmente evoluído.
A evolução do Espírito está bem clara nesse imenso processo do desenvolvimento histórico da humanidade. O Espírito humano se afirma como individualidade, como entidade autônoma, capaz de superar não só a natureza, mas a própria humanidade. Por esse aspecto, os anos são como um sopro do vento. Aqui a razão é apresentada em função do Espírito e está muito acima da razão no sentido vulgar. A nossa capacidade deve criar um novo estilo de pensar. Essa doutrina que JESUS viveu pelo exemplo, sugeria uma reavaliação dos conceitos até aquela época vigente que suscitou acerbas reações da parte dos que tinham o poder espiritual e temporal como se fossem proprietários da VERDADE.
*Advogado, jornalista e historiador | Garanhuns, 14 de Janeiro de 1984.

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