Na vida tudo é constante movimento. As coisas crescem e se transformam. Teremos não só de compreender as suas transformações mas, acompanhá-las em todas as suas modificações. Por isto há ensejos nesta vida em que devemos olvidar as efemérides, para nos integrarmos às coisas sérias e mais importantes. Os fatos dessas naturezas são sempre uma complementação de outros talvez mais consideráveis. Depende de nosso estado de atenção, do apercebimento no anto da execução. Apercebimento pleno é contemplação.
O cumprimento desse mandato não se impõe a ninguém. Cada um por si precisa se integrar à tarefa escolhida, no sentido de jamais sentir a vida passar imperceptível, como se fosse uma sombra. O indivíduo não pode se alheiar o ponto de não sentir o que se passa no seu mundo interior. Um instante que perdemos o contato com a nossa própria vida começamos a morrer. E não poderemos mais recompô-la integralmente. O despertar dessa modorra alarga uma nova perspectiva de vida. Quando as sensações passam e não voltam mais as mesmas. Voltam vivamente renovadas. Por intuição natural a realidade se configura em outras modalidades. O nosso campo de ação também altera o seu contexto psicológico.
A nossa conceituação de cada momento depende da importância que lhe emprestamos. É um resultado do nosso estado de vigilância. Isto exige a coroação do centro de todas as nossas atividades. O melhor, como entendemos, nem sempre acontece, embora esteja às esferas dos limites e das expressões da nossa vida. Os nossos desejos se constituem ensaios do mundo subjetivo em busca da sua própria realidade. Entra em ação o plano mental, aquilo que se pensa já existe no mundo da mente. Essa força interior em muitos casos tem a capacidade de decisão. Daí os pensamentos positivos como elemento complementar e decisório.
A constância de séries de acontecimentos, que se revelam nos setores da vida, geram naturais sequências de traumas que comprometem o saldo intelectual e psíquico. Estes traumas se elaboram sutilmente alimentando a ânsia de desespero. Desespero é o medo interior que contagia à vida em relação.
Indubitavelmente, províncias de angústias primitivas e reparadoras existem, nos mais variados recantos do Universo, assim como vibram consciências escuras e terríveis nos múltiplos estados sociais. No entanto, o serviço teológico nesse sentido; não obstante respeitável, atento ao dogmatismo. Essa é mais uma das vias de fuga que os domínios das ilusões insistem com receio de enfrentar a realidade. Situações criadas por elas mesmas. Estas situações pertencem ao mundo da realidade. Viver em completa harmonia - cousa que exige grande inteligência e não a persecução de desejos egoístas - então haverá o bem estar para o TODO. Isto é movimento e VIDA.
*Advogado, jornalista e historiador | Garanhuns, 27 de agosto de 1983.

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