Um instrumento do mecanismo estrutural da sociedade de consumo em que tudo é feito de cima para baixo. Daí a oscilação dos costumes entre o que é passado e o que é futuro. O tempo é usado de acordo com os interesses da mentalidade de cambista. Há tempo corrido dentro do horário comercial. A unidade do tempo passa a ser reflexo das associação como conjunto das letras de câmbio. Esquema dominante em estilo de propaganda, determina conceitos cédicos e absurdos como ano velho e ano novo. Os doze meses que limitam o tempo de um ano não se repetem nem envelheceram durante o curso de sua passagem registradas pelo calendário. O ano não passa, nem envelhece e nem finda. Transforma-se pelo processo de renovação da vida em plenitude. Não devemos computar anos à vida. Mas, vida aos anos nas belezas do Eterno presente. Livre desta vulgaridade, desse jogo de palavras destituída de significação real, deve haver um profundo exame de consciência, onde a opção é critério que aplica à personalidade dos nossos semelhantes em todos os seus atos. Até mesmo para se constituir o equilíbrio da sociedade espiritualmente sublimada. Nesse caminho a prática do bem é a bússola do ensino. É atitude correta de agir nestas circunstâncias. Assim somos os nossos próprios guias e a própria luz de todas as horas da nossa vida. A luz dos outros sempre se apagam com facilidade, não resiste ao mais leve vento da madrugada. Vale a importância e a urgência de uma revelação, total da consciência. O corpo de argila que recebeu o sopro do CRIADOR, segundo o mito bíblico, revelou um conteúdo espiritual, que supera a realidade imanente e leva o homem ao plano transcendente. Superior portanto, ao tempo e ao espaço porque se manifesta integralmente em todas as dimensões como espírito e verdade.
A razão desses argumentos ainda é problemático para os homens que obedecem cegamente a inspiração dos outros. Que buscam caminhos à verdade como se o tempo pudesse colher o Espírito.
Quando se faz uma pergunta correta, nesta própria pergunta está contida a resposta. Durante o percurso do ano que passou, o homem frequentou templos, igrejas, ouviu muitos sermões, tentou vários sistemas políticos, vários métodos de organização econômica. No entanto, continua a haver grande prosperidade ao lado de extrema pobreza. Nenhum desses meios de fuga ajudou ao homem solucionar os seus problemas.
O tempo é um movimento que o homem dividiu em ontem, hoje e amanhã. Sendo um movimento, se o dividimos teremos necessariamente um estado de conflito permanente. Precisa-se saber que nunca se sabe todas as respostas. Por isto devemos estar vigilantes em todas horas, dias, meses, anos, e até séculos. Devemos ser guardiões do tempo e da paciência. Isto depende de um ponto de maturidade espiritual. Como ser humano a nossa atuação não deve ser subestimada. O Espírito há de ser, por sua vez, a fim com o tempo e com sua ausência. Na ocasião em que o Espírito se comunicara com os terrestres para acionar o progresso, o tempo e o espaço que eles usam são sempre presentes em nosso universo mental.
*Advogado, jornalista, cronista e historiador.

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