sexta-feira, 27 de junho de 2025

Garanhuns Ano 100 - Luiz Souto Dourado fala do seu livro

Garanhuns Ano 100
O meu livro - "GARANHUNS - ANO 100" - é uma homenagem que presto à minha terra, por ocasião do encerramento do seu Centenário. Entendo que a memória de uma cidade só se preserva quando existe uma preocupação, por parte dos seus filhos, de respeitar os seus valores culturais, artísticos e sociais. Particularmente, faço também uma homenagem aos meus antepassados - Antônio da Silva Souto, Antônio da Silva Souto Filho e Euclides Dourado - Prefeitos do município, desde a sua fundação.

SUBSÍDIOS À NOSSA HISTÓRIA

Sem pretender fazer história, mas fornecer subsídios à história da minha cidade, registro, por exemplo, a repercussão que a imprensa deu aos principais acontecimentos de  1955 a 1973 - como a chegada das duas rodovias, a 234 (São Caetano-Garanhuns) e a PE 2 (Catende-Garanhuns), a instalação do serviço de Micro-ondas, a criação de indústrias (GISA e HORA NORTE), a abertura de bancos (Caixa de Créditos Mobiliário e Banco Econômico da Bahia), a conclusão do Hotel Monte Sinai, as construções do Centro Cultural, do Teatro Jovem, do Centro da Juventude e do Parque de Exposição de Animais, a conclusão do Fórum Eraldo Gueiros e da primeira Estação Rodoviária, a construção de uma vila de casas populares e a inauguração do sistema de abastecimento d'água das Inhumas.

DEMOCRÁTICO E O DIÁRIO

Relato no livro fatos da história do próprio DIÁRIO DE PERNAMBUCO, como o dia da libertação da França, com Aníbal Fernandes falando ao povo que se aglomerava na frente do jornal. O episódio da morte de Demócrito, com o mesmo Aníbal, possuído da maior revolta, gritando na edição: "chamem Antiógenes, chamem Antiógenes". E ainda Aníbal, exultante, batendo com dois dedos de máquina, no dia em que o Juiz Luís Marinho concedeu a medida para o DIÁRIO voltar a circular.

FIGURAS DE GARANHUNS

Relembro a histórica visita do Presidente Juscelino Kubitscheck à Garanhuns, no mesmo dia  da criação no Teatro Santa Isabel da CODENO, que viria a chamar-se de SUDENE. Destaco a afinidade de Valdemar de Oliveira e Paschoal Carlos Magno para a minha cidade, bem como a atuação de Luís Jardim, Mário Lyra, Rubens Costa e Aloísio Souto Pinto.

OUTRAS FIGURAS

Em outro plano, ressalto as figuras de Aníbal Fernandes, Olívio Montenegro, Antiógenes Chaves, Abelardo Rodrigues, o velho Brito Alves, Ariano Suassuna, Jaime de Queirós Lima, Antônio de Brito Alves, Edson Régis, Carlos Pena Filho, Demócrito de Souza Filho, João Tavares, Arsênio Tavares, Pinto Ferreira, Frei Von Shosten e Otávio Mangabeira.

PROBLEMAS DE PERNAMBUCO

Na série de artigos, agora reunidos nesse livro, defendo a localização em Pernambuco da Refinaria de Petróleo que se pretendia instalar no Nordeste, reclamo uma indenização da União para o acervo da antiga Pernambuco Tramways, abordo o problema de exploração de petróleo com contratos de risco, a batalha da valorização do café e da falta de apoio a produção de leite no Agreste, ao problema de uma experiência de parceria agrícola em Pesqueira, à defesa dos Incentivos para a industrialização do Nordeste, a necessidade de uma infraestrutura para o nosso turismo, analiso o comportamento do Governo Federal em relação as nossas rodovias e ainda me refiro à implantação dos distritos industriais no Estado, entre outros assuntos.

O livro GARANHUNS - ANO 100, tem o prefácio de Paulo do Couto Malta e José Francisco de Souza, capa de Marcos Cordeiro e orelhas de Aníbal Fernandes, Sócrates Times de Carvalho, Garibaldi Sá, Guerra de Holanda, Costa Porto, Ernani Régis, Cristina Tavares e Hermilo Borba Filho, aos quais muito devo pelo incentivo que deram à minha atuação como deputado e Prefeito de Garanhuns.

*Luiz Souto Dourado, ex-prefeito de Garanhuns, deputado estadual, secretário de Estado e escritor.

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