A cultura do Algodão era utilizada no Século XVI, pelos colonizadores, mas economicamente inexpressiva. Depois de 1750 ocorreu uma grande procura pelas indústrias Britânicas se intensificando com a abertura dos Portos para as Nações amigas. O clímax da cultura do Algodão ocorreu na década de 1860 com a Guerra de Secessão nos EUA. A cultura do algodão foi responsável pelo crescimento dos centros urbanos do Agreste Pernambucano tendo se estendido também para Cidades Sertanejas. A Cultura ocupava preferencialmente as terras secas das encostas e das caatingas quando eram associadas ao milho.
A pecuária de leite foi um dos responsáveis pela extensão da cultura do algodão no Agreste do Estado
O algodão é uma fibra branca ou embranquecida obtida dos frutos de algumas espécies do gênero gossypium, família malvácea. Há muitas espécies nativas nas áreas tropicais da África, Ásia e América que desde o final da Era Glacial é utilizada para confeccionar tecidos e a sua extensão é utilizadas para extração de um óleo comestível ou para ração animal. Muito apreciada pelos bovinos, caprinos e ovinos.
As fibras eram colhidas manualmente mais hoje nas grandes plantações são utilizadas máquinas. Para fabricação dos tecidos é necessário que seja estriado as sementes. O principal componente da fibra do algodão é a celulose com 94% depois vem a proteína com 1,3%. A classificação das fibras se dá pelo comprimento, resistência e pureza.
Indústria Têxtil em Pernambuco
Em Pernambuco, primeira tentativa de uma indústria têxtil ocorreu em 1826 no Recife, mais não deu certo e fechou. Duas décadas depois o setor consolidou-se, quando foi instalada no Bairro da Madalena uma fábrica com 45 teares mecânicos de ferro e Mestres Tecelões trazidos do exterior. Depois em 1891 foram inauguradas as fábricas da Torre, Paulista, Camaragibe, Goiana e Apipucos. No Século XX surgiram as fábricas de Moreno e Escada. Em 1960, das 97 fábricas instaladas no Brasil, 32 estavam em Pernambuco.
O declínio se iniciou em 1970 com a chegada do "Bicudo" quando muitas indústrias foram sucateadas.
O algodão colorido, ao contrário do que se imagina, já existia há muitos anos sendo mais tão antigo quanto o Branco, estudos levam a sua existência 4.500 AC. Porém todas as suas fibras eram muito pequenas e fracas demais para que fosse empregada na fabricação de fios e tecidos.
O algodão colorido é utilizado para confeccionar roupas para pessoas alérgicas as tinturas químicas.
Na Região do Agreste, onde o algodão foi largamente plantado, adapta-se totalmente ao colorido.
Nossa sugestão: Importar da Paraíba ótimas sementes de algodão colorido para ser distribuído com produtores que desejem explorar a atividade paralelamente com a sua principal.
Entrar em contato com as Prefeituras de Caruaru, Pesqueira, Gravatá, Bezerros e Garanhuns para que estas estimulem o artesanato de peças e vestuários confeccionados com o algodão colorido cujo mercado principal seriam os turistas que visitam estas cidades nas épocas de eventos e durante o ano.
*Economista, agropecuarista e escritor.

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